O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste domingo (30) que realizou uma conversa telefônica com o mandatário venezuelano Nicolás Maduro. A informação, revelada pelo The New York Times, ocorre em um contexto de crescente pressão militar e diplomática da parte de Washington sobre Caracas.
Durante a conversa, os dois líderes discutiram a possibilidade de uma visita de Maduro aos EUA, conforme noticiado, embora essa hipótese tenha sido negada por representantes do governo venezuelano. Maduro enfrenta investigações por parte das agências antidrogas norte-americanas, que o acusam de liderar uma facção envolvida no narcotráfico, algo que ele nega veementemente.
No dia anterior, Trump afirmou que o espaço aéreo da Venezuela deveria ser considerado “fechado em sua totalidade”. A declaração veio em um momento em que os EUA emitiram um alerta aéreo devido à intensificação das atividades militares na região, resultando na suspensão de voos de seis companhias aéreas para o país vizinho.
A pressão dos EUA tem gerado desdobramentos significativos, como a suspensão das operações da agência russa Pegas Touristik na ilha de Nueva Esparta, que é um destino popular para turistas russos. Em resposta a essas atitudes, o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil da Venezuela cancelou as licenças de operação de várias companhias aéreas, incluindo Iberia, TAP, Avianca, Latam (Colômbia), Gol e Turkish Airlines, acusando-as de participar de ações consideradas “terrorismo de Estado” promovidas pelos EUA.
Os desdobramentos sobre a situação continuam a ser monitorados, com novas investigações e possíveis ações futuras por parte das autoridades internacionais.







