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Política

TCU dispensa André Fufuca de explicar caso de funcionária fantasma

TCU decide não responsabilizar André Fufuca em caso de funcionária fantasma na Câmara dos Deputados, que resultou em prejuízo de R$ 284 mil aos cofres públicos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
15 de dezembro, 2025 · 12:22 2 min de leitura
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu não incluir o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), em um processo que investiga a nomeação de uma funcionária fantasma na Câmara dos Deputados. Embora a área técnica do TCU tenha sugerido a participação de Fufuca na apuração, o ministro relator do caso, Jorge Oliveira, optou por dispensá-lo de prestar esclarecimentos sobre a irregularidade.

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O caso se refere ao período em que André Fufuca atuava como quarto-secretário da Mesa Diretora da Câmara. Naquela época, a servidora Katiane Ferreira Barboza foi nomeada e recebia um salário de R$ 14 mil. Contudo, as investigações apontam que ela não entregava a contrapartida laboral esperada para o cargo.

Funcionária recebia sem trabalhar, diz apuração

Katiane Ferreira Barboza enfrentou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) dentro da própria Câmara dos Deputados. As acusações eram sérias: fraude no sistema de controle de frequência e recebimento de remuneração sem a efetiva prestação de serviços. Essa situação teria ocorrido entre 30 de setembro de 2019 e 24 de agosto de 2020. Para complicar ainda mais, no mesmo período, Katiane também exercia atividades no Ministério da Saúde, levantando questionamentos sobre a legalidade de suas nomeações e atividades.

Com a finalização do PAD, o processo foi encaminhado ao TCU, que abriu uma Tomada de Contas Especial (TCE). O principal objetivo de uma TCE é buscar o ressarcimento dos valores que foram indevidamente pagos. Neste caso específico, o prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 284 mil, já com os valores corrigidos.

Área técnica e relator divergem sobre Fufuca

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A equipe técnica do TCU analisou o cenário e emitiu um parecer favorável à inclusão de André Fufuca no processo da Tomada de Contas Especial. Os técnicos argumentaram que, por ter sido o responsável pela nomeação de Katiane Barboza, o então parlamentar "contribuiu para o pagamento indevido de remuneração e o consequente dano ao erário".

Apesar dessa recomendação técnica, a decisão final seguiu um caminho diferente. O ministro Jorge Oliveira, que é o relator do caso no TCU, decidiu que o político maranhense não precisaria ser incluído na fase de apuração, nem prestar esclarecimentos sobre a irregularidade. Essa decisão, que o livra de uma responsabilização direta no processo, diverge do entendimento inicial dos técnicos.

Ainda que Fufuca tenha sido dispensado de responsabilidade, o processo contra Katiane Ferreira Barboza e a busca pelo ressarcimento dos R$ 284 mil continuam sob análise do Tribunal de Contas da União, buscando garantir que os recursos públicos sejam devidamente protegidos.

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