Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) acendeu o sinal de alerta para a segurança pública no Brasil. O relatório aponta que a falta de investimento e a baixa execução de programas federais nas fronteiras estão ajudando no fortalecimento de facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.
De acordo com o documento, o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) executou pouco mais da metade do que foi planejado. Dos 42 projetos desenhados para integrar as polícias e os órgãos de inteligência, 19 sequer saíram do papel ou acabaram interrompidos no meio do caminho.
O Tribunal destaca que essa ineficiência reflete diretamente no aumento da violência nas cidades. Com as fronteiras vulneráveis, o caminho fica livre para a entrada de drogas e armas, que alimentam o poder das organizações criminosas e comprometem a soberania nacional.
Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais, usados na auditoria, comprovam que as facções estão em expansão. Para os técnicos do TCU, sem uma vigilância rigorosa nos limites do território brasileiro, o combate ao tráfico e ao contrabando se torna uma tarefa quase impossível.
O relatório reforça que a integração entre as forças de segurança é a peça-chave para barrar o crime organizado. No entanto, enquanto os planos de ação continuarem parados, a segurança pública continuará sofrendo as consequências da falta de fiscalização nas divisas do país.







