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Política

STF impõe tornozeleira eletrônica a servidor da Receita Federal na Bahia

Servidor de Salvador e outros três funcionários da Receita Federal sofrem sanções do STF por quebra de sigilo. Investigação segue na Polícia Federal.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
19 de fevereiro, 2026 · 14:15 2 min de leitura
Imagem Pillar Pedreira/Agência Senado
Imagem Pillar Pedreira/Agência Senado

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, na última terça-feira (17), a aplicação de medidas cautelares contra quatro servidores da Receita Federal. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das investigações que apuram o vazamento de dados de ministros da Corte e de seus familiares. Entre os alvos da decisão está um servidor lotado em Salvador, na Bahia.

Medidas cautelares aplicadas

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Os investigados foram identificados como Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. Por determinação judicial, o grupo está sujeito às seguintes restrições:

  • Afastamento do cargo: Suspensão imediata do exercício da função pública.

  • Bloqueio de acessos: Proibição de acessar os sistemas e bases informatizadas do Serpro e da Receita Federal.

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    Quebra de sigilos: Levantamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático.

  • Restrição de locomoção: Proibição de deixarem as cidades onde moram — o que impede o servidor baiano de sair de Salvador.

  • Monitoramento: Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e cancelamento de passaportes.

  • Recolhimento domiciliar: Obrigação de permanecer nas residências durante o período noturno e aos finais de semana.

Andamento das investigações

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF, declarou em nota que a prática de vazar informações sigilosas de autoridades é utilizada com a finalidade de criar “suspeitas artificiais”. Como próximo passo do processo, os suspeitos prestarão depoimento à Polícia Federal.

Posicionamento da instituição

A Receita Federal se manifestou sobre o caso por meio de uma nota à imprensa. O órgão esclareceu que as operações de busca realizadas pela Polícia Federal foram fundamentadas em informações e levantamentos fornecidos pela própria Receita.

A instituição destacou ainda que, paralelamente ao inquérito que tramita no Supremo, existe uma apuração interna em curso, conduzida em parceria com a Polícia Federal, e que os resultados desse trabalho conjunto serão divulgados assim que concluídos.

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