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Política

STF forma maioria para maior rigor em punição de caixa dois

O Supremo Tribunal Federal formou maioria para permitir que o crime de caixa dois seja punido na Justiça Eleitoral e comum, resultando em penas mais rigorosas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
07 de fevereiro, 2026 · 00:07 2 min de leitura
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) está dando um recado claro em pleno ano eleitoral: quem usar dinheiro não declarado em campanhas, conhecido como caixa dois, vai enfrentar consequências muito mais duras. O tribunal formou maioria para permitir que esse tipo de crime seja punido em duas frentes diferentes: tanto na Justiça Eleitoral quanto na Justiça comum.

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Na prática, isso significa que um político ou qualquer pessoa envolvida no esquema de caixa dois poderá ser condenado duas vezes pelo mesmo ato ilegal. A decisão promete fechar as brechas que antes podiam "travar" ou anular responsabilidades em uma das instâncias.

O que muda para quem for pego no Caixa Dois?

A nova regra traz um endurecimento significativo das penas. Antes, muitas vezes, o foco se restringia a uma das justiças, mas agora a punição pode ser cumulativa e muito mais pesada:

  • Na Justiça Eleitoral: A pessoa pode ser condenada criminalmente, com penas que chegam a cinco anos de prisão, além do pagamento de multas.
  • Na Justiça comum (por improbidade administrativa): As punições são de caráter cível, mas muito impactantes. Elas incluem a perda dos direitos políticos, a proibição de fazer contratos com o poder público e outras sanções financeiras.

Ou seja, quem for pego com caixa dois pode ir para a cadeia, perder seus direitos de se candidatar ou ocupar cargos públicos e ainda ter que pagar multas salgadas nas duas esferas. É um acúmulo de punições que visa desestimular de vez essa prática irregular.

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A discussão está acontecendo no plenário virtual do STF e a previsão é que o julgamento seja oficialmente encerrado nesta sexta-feira (6). Até o momento, oito dos dez ministros já votaram junto com o relator, o ministro Alexandre de Moraes. Eles concordam que a omissão de valores em campanhas não deve ser vista apenas como uma falha eleitoral, mas como um crime que merece ser tratado com o máximo rigor em todas as frentes.

Houve apenas um detalhe técnico levantado pelo ministro Gilmar Mendes. Apesar de também votar a favor da dupla punição, ele fez uma observação sobre como a absolvição em uma instância pode impactar o processo na outra. Para ele, esse ponto ainda precisa de um estudo mais aprofundado, já que existe outra ação sobre o tema no Supremo. Mesmo com essa ressalva, Mendes validou o aumento do rigor das normas, mostrando que o Judiciário está com uma postura de tolerância zero contra o financiamento ilegal de campanhas políticas.

Com essa nova orientação, o STF reforça a fiscalização e a punição contra práticas que historicamente distorcem a lisura das eleições e a representatividade democrática, especialmente relevante em um período de disputas eleitorais intensas.

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