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Política

STF condena médico a pagar R$ 40 mil por trote machista com juramento sexual contra calouras

Ministro Cristiano Zanin reverteu decisões anteriores e aplicou multa de 40 salários-mínimos por danos morais coletivos

Redação ChicoSabeTudo
31 de março, 2026 · 14:29 1 min de leitura

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), condenou um ex-aluno de medicina da Universidade de Franca (Unifran) ao pagamento de 40 salários-mínimos, cerca de R$ 40 mil, por danos morais coletivos. A punição aconteceu após o veterano obrigar calouras a fazerem um juramento com conteúdo sexual e pornográfico durante um trote em 2019.

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A decisão atende a um pedido do Ministério Público de São Paulo, que classificou a atitude como machista e humilhante. O dinheiro da multa será destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), voltado para causas sociais e de proteção à cidadania.

O caso ganhou repercussão nacional após vídeos do trote circularem nas redes sociais. Nas imagens, o veterano conduzia o juramento que submetia as estudantes a uma situação de opressão. Para o ministro Zanin, o comportamento do ex-aluno feriu a dignidade humana e o direito à igualdade entre homens e mulheres.

Anteriormente, a Justiça de São Paulo e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) haviam negado a condenação, alegando que a ofensa atingia apenas um grupo restrito. No entanto, Zanin derrubou esse entendimento, afirmando que a Constituição garante proteção especial às mulheres em todas as instâncias judiciais.

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Em seu texto, o ministro destacou que esse tipo de conduta não pode ser tratada como uma simples brincadeira. Ele alertou que a violência psicológica presente nesses trotes costuma ser o primeiro passo para agressões físicas e até casos de feminicídio.

Com a decisão do STF, o processo chega ao fim reforçando o entendimento de que abusos cometidos em ambientes universitários podem gerar graves consequências financeiras e jurídicas para os responsáveis.

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