O presidente Lula confirmou nesta terça-feira (31) uma reforma ministerial que mexe em pelo menos 18 pastas do Governo Federal. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto e marca a saída de nomes fortes que vão disputar as eleições deste ano, incluindo o ex-governador da Bahia, Rui Costa.
Rui Costa deixa a Casa Civil para tentar uma vaga no Senado pela Bahia. Em seu lugar, assume a atual secretária-executiva Miriam Belchior. Outra mudança importante envolve Geraldo Alckmin, que sai do Ministério do Desenvolvimento e Indústria para se concentrar na pré-candidatura a vice-presidente na chapa de Lula.
Na área da Fazenda, Fernando Haddad também deixa o posto para concorrer ao governo estadual. A estratégia do governo para não travar os serviços é promover os "números 2" de cada pasta. Com isso, a maioria dos novos ministros será formada pelos atuais secretários-executivos indicados pelos antecessores.
Outros nomes conhecidos também preparam as malas: Camilo Santana sai da Educação e Margareth Menezes permanece na Cultura. Já na Agricultura, Carlos Fávaro sai para disputar o Senado por Mato Grosso, sendo substituído por André de Paula, que deixa a Pesca.
Apesar das definições, o clima ainda é de incerteza para alguns aliados. Ministros como Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) ainda não decidiram se abandonam os cargos para as urnas ou se continuam no primeiro escalão do governo.
No marketing, Sidônio Palmeira deve deixar a Secretaria de Comunicação apenas mais próximo do período oficial da campanha. Ele será o responsável por comandar a estratégia de reeleição do presidente Lula nas redes sociais e na televisão.







