Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) barrou um depoimento considerado chave na CPMI que investiga fraudes no INSS. O ministro André Mendonça desobrigou o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, de comparecer à comissão, o que forçou o cancelamento da sessão desta quarta-feira (11).
Augusto Lima era esperado para dar explicações sobre seu suposto envolvimento em irregularidades ligadas ao banco. Ele foi um dos controladores da instituição financeira até o ano de 2024 e sua fala era aguardada pelos parlamentares.
Na prática, a decisão do ministro tornou a presença de Lima opcional. Além disso, o despacho garantia que, se ele decidisse ir, poderia ficar em silêncio e até mesmo não dizer a verdade, sem sofrer qualquer tipo de consequência por isso.
A medida gerou reação imediata do presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG). Em uma rede social, ele classificou a decisão como uma "interferência" do STF no trabalho de investigação do Congresso Nacional.
Para o senador, decisões individuais de ministros acabam atrasando e dificultando a busca por respostas para o povo brasileiro sobre as graves denúncias na Previdência Social.
Essa não é a primeira vez que a CPMI e o STF entram em rota de colisão. Viana já havia reclamado de outras decisões e recorreu de um despacho do ministro Flávio Dino que suspendeu a quebra de sigilos bancário e fiscal de dezenas de investigados, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.







