A realização do sorteio da Copa do Mundo de 2026 no Kennedy Center, agendado para o dia 5 de dezembro, gerou uma crise política em Washington, motivando uma investigação formal no Senado dos Estados Unidos. A controvérsia surge após a confirmação de um acordo que permitiu à FIFA utilizar as instalações do renomado centro cultural sem custo.
O senador democrata Sheldon Whitehouse enviou uma carta ao presidente do Kennedy Center, Ric Grenell, levantando sérias acusações de nepotismo e favorecimento em relação ao contrato assinado em agosto. Segundo Whitehouse, o acordo pode resultar em perdas financeiras significativas, uma vez que asseguraria o uso de várias áreas do complexo sem qualquer taxa de aluguel.
Documentos obtidos pela investigação indicam que o uso dos locais, incluindo o Concert Hall, teria custo de US$ 0,00 para a FIFA, acesso exclusivo a teatros e galerias por um período de três semanas. O senador criticou o arranjo, afirmando que ele compromete receitas e eventos programados, representando um desperdício significativo de recursos.
Em resposta, Grenell defendeu a legitimidade do acordo, alegando que a FIFA teria pago milhões e que o Kennedy Center teria oferecido doações e patrocínios que totalizariam US$ 7,4 milhões. Contudo, nenhuma documentação oficial para validar esses valores foi apresentada até o momento.
A situação se complica ainda mais pelas mudanças ocorridas na administração do Kennedy Center, em que houve uma substituição do conselho promovida pelo governo anterior. O Senado investiga também se houve interferência política na escolha do local, uma vez que o evento estava inicialmente programado para Las Vegas.
As investigações em curso no Senado devem apurar as alegações de favorecimento e a possível relação política na formalização do contrato, enquanto o sorteio se aproxima e a controvérsia continua a ser objeto de atenção pública.







