Uma simulação sobre a distribuição das sobras eleitorais aponta a possibilidade de troca de duas cadeiras da Bahia na Câmara dos Deputados e duas na Assembleia Legislativa. O cálculo foi feito pelo Bahia Notícias com os votos oficiais do primeiro turno das eleições de 2026, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e considerou uma mudança na regra questionada pelo PDT no Supremo Tribunal Federal (STF).
As substituições não estão decididas. Elas dependeriam do acolhimento da ação, da aplicação de uma nova regra às eleições de 2026 e da revisão dos cálculos pela Justiça Eleitoral. Segundo o portal Classe Política, os resultados proclamados não haviam sido alterados até a publicação de sua reportagem, na sexta-feira (6).
Na Câmara, a simulação indica que Lídice da Mata (PSB) e Jayminho Vieira Lima (MDB), que não se elegeram em outubro, ocupariam as vagas conquistadas por Joseildo Ramos (PT) e Manuel Rocha (União Brasil). Na Assembleia, Hilton Coelho (PSOL) e Bete Ataíde (MDB) entrariam no lugar de Neusa Cadore e Euclides Fernandes, ambos do PT.
O Bahia Notícias informou que seu cálculo foi confirmado pelo especialista em direito eleitoral Ademir Ismerim. No cenário projetado para a Câmara, MDB e PSB passariam de uma para duas cadeiras cada. A federação formada por PT, PCdoB e PV cairia de dez para nove, enquanto a União Progressista, formada por União Brasil e PP, recuaria de oito para sete.
Na Assembleia, a federação PT, PCdoB e PV passaria de 20 para 18 cadeiras. O MDB subiria de duas para três, e a federação PSOL e Rede, de uma para duas. O PDT não ganharia nem perderia cadeiras na Bahia, segundo a simulação.
As sobras eleitorais são as vagas que restam após a primeira distribuição de cadeiras. Atualmente, elas são atribuídas pelo método das maiores médias, que considera a votação total e o número de vagas já conquistadas por cada partido ou federação. O PDT sustenta que a fórmula favorece legendas maiores e contraria a representação proporcional.
A simulação utilizou o método dos maiores restos, que considera os votos não aproveitados na primeira etapa da distribuição. A ação do PDT, identificada como ADI 8036, foi protocolada em 21 de outubro e é relatada pelo ministro Gilmar Mendes. O partido pede uma liminar antes da posse dos eleitos, prevista para fevereiro. Conforme o Bahia Notícias, o processo tramita em rito abreviado e não havia prazo para decisão.







