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Política

Senado aprova lei que coloca ódio contra mulheres no mesmo nível do crime de racismo

Projeto de Lei segue para a Câmara dos Deputados após votação marcada por debates sobre liberdade de expressão e proteção feminina.

Redação ChicoSabeTudo
24 de março, 2026 · 19:21 1 min de leitura

O Senado Federal deu um passo decisivo nesta terça-feira (24) ao aprovar o projeto de lei que transforma a misoginia — o ódio ou aversão às mulheres — em crime equiparado ao racismo. Com 67 votos favoráveis, a proposta agora segue para análise na Câmara dos Deputados.

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O texto altera a atual Lei do Racismo para incluir punições severas contra quem discriminar, injuriar ou incitar violência baseada no gênero. Na prática, manifestações de ódio contra o público feminino passarão a ser tratadas com o mesmo rigor jurídico de crimes de preconceito de raça ou cor.

A votação aconteceu após um período de tensão no plenário. O senador Flávio Bolsonaro e outros parlamentares de direita tentaram barrar o avanço da matéria, alegando que a nova lei poderia ferir a liberdade de expressão. O recurso que atrasou a votação foi assinado exclusivamente por senadores homens.

A relatora do projeto, senadora Soraya Thronicke, defendeu a urgência da medida. Ela rejeitou mudanças que tentavam excluir das punições manifestações artísticas ou religiosas, afirmando que tais brechas dificultariam a punição de agressores e enfraqueceriam a proteção às mulheres.

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A definição aprovada caracteriza a misoginia como qualquer conduta que manifeste aversão às mulheres baseada na falsa ideia de superioridade masculina. O foco principal é combater ataques que crescem rapidamente, especialmente em comunidades de ódio nas redes sociais.

A primeira-dama Janja também se manifestou sobre o caso, criticando as tentativas de adiamento. Segundo ela, cada dia sem a lei em vigor deixa as mulheres expostas à cultura de violência que incentiva o silenciamento e até a morte de brasileiras.

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