O Hospital Regional de Paulo Afonso (HRPA), situado no BTN, registrou nas últimas semanas atrasos no pagamento de salários de profissionais da área da saúde. A situação gerou manifestações entre trabalhadores e passou a ser comentada em redes sociais e grupos internos.
Uma mensagem atribuída à administração da unidade circulou entre os colaboradores informando que os valores ainda não haviam sido creditados. No comunicado, a equipe era orientada de que o caso estava sendo analisado junto à matriz da empresa gestora, esclarecendo ainda que o setor de Recursos Humanos não possui ingerência direta sobre o fluxo financeiro dos pagamentos.
Com a repercussão do episódio, o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Saúde de Paulo Afonso e Região (SINDESSPAR) acompanhou o caso. Na quinta-feira (15 de janeiro), o presidente da entidade, Aguinaldo Alves da Cruz, esteve no HRPA para uma visita institucional. De acordo com o sindicato, o objetivo foi ouvir os profissionais e dialogar com a direção da unidade sobre os atrasos salariais.
Após a atuação sindical, o SINDESSPAR informou que os pagamentos começaram a ser efetuados. A entidade também declarou que a direção do hospital demonstrou abertura ao diálogo e que o sindicato seguirá monitorando a situação para assegurar o cumprimento das obrigações trabalhistas.
Em nota, o presidente do SINDESSPAR afirmou que a entidade mantém acompanhamento permanente da unidade e atua na defesa dos direitos dos trabalhadores da saúde.
Os atrasos ocorreram em um período recente de mudança administrativa no hospital. Aproximadamente há dois meses, a gestão do HRPA passou a ser responsabilidade da empresa S3 Gestão em Saúde, após o encerramento do contrato da Organização Social Irmã Dulce com o Governo do Estado da Bahia.
Segundo publicação no Diário Oficial do Estado, em setembro de 2025, a S3 Gestão em Saúde venceu o processo licitatório e assumiu a gestão, operacionalização e execução dos serviços da unidade. O contrato firmado prevê um valor global de R$ 129.720.517,80, além de R$ 848.375,40 destinados ao custeio de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs).







