O clima pesou na cúpula do governo baiano. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, decidiu barrar a confirmação de Geraldo Jr. (MDB) como vice na chapa de Jerônimo Rodrigues. O veto aconteceu por telefone, logo após uma reunião que já dava como certa a permanência do atual vice no posto.
A decisão de Rui Costa pegou muitos aliados de surpresa, inclusive o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que já tinha recebido garantias sobre a vaga. O impasse é tão grande que nem a visita do presidente Lula à Bahia, nesta quinta-feira, foi suficiente para resolver o problema e anunciar a chapa oficial.
Nos bastidores, o comentário é que Rui Costa estaria interessado em retomar seu espaço no estado. Há rumores de que o ministro estaria de olho em uma possível volta ao governo da Bahia, usando pesquisas de intenção de voto para reforçar sua força política diante do grupo petista.
A situação também escancara uma briga interna com o senador Jaques Wagner. Enquanto Wagner defende a continuidade de Geraldo Jr. na vice, Rui se mantém irredutível. Esse braço de ferro deixa o governador Jerônimo Rodrigues em uma posição delicada, no meio do fogo cruzado entre os dois caciques do PT.
Por enquanto, o anúncio oficial da chapa foi adiado. Jerônimo preferiu o silêncio e evitou dar declarações à imprensa durante os eventos oficiais. O cenário agora é de incerteza, com os partidos aliados aguardando uma definição para saber como ficará a arrumação política para as próximas eleições.
Com a Bahia sendo um estado chave para os planos nacionais de Lula, o presidente corre o risco de deixar o território baiano sem um acordo selado. O grupo agora tenta apagar o incêndio interno para evitar que a divisão prejudique o desempenho eleitoral do partido no estado.







