Nesta quinta-feira (29), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, trouxe uma notícia importante para o cenário político nacional e, principalmente, para a Bahia. Ele confirmou o nome que vai assumir sua cadeira no Governo Federal a partir de abril, quando deve se afastar para se dedicar à corrida eleitoral de 2026: Miriam Belchior, a atual secretária-executiva do ministério.
A confirmação, feita durante uma entrevista à rádio FM de Jequié, na Bahia, mexe com as peças do tabuleiro político e intensifica as especulações sobre a formação de uma chapa totalmente petista para as próximas eleições. A movimentação de Rui Costa, um dos nomes fortes do Partido dos Trabalhadores, é um sinal claro de suas intenções de disputar uma vaga no Senado Federal.
“O presidente já comunicou a sua escolha tanto a mim quanto à Miriam. Ela foi ministra do Planejamento, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. A prioridade do presidente é que [as indicações] sejam de quem já está na equipe, para não haver descontinuidade nas ações de governo.”
Miriam Belchior não é um nome desconhecido na Esplanada. Com um currículo robusto, ela já atuou como ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, demonstrando expertise técnica e administrativa. A escolha de um nome de dentro da própria equipe, como destacou Rui Costa, visa garantir a continuidade dos trabalhos em um dos ministérios mais estratégicos do governo, responsável pela articulação e coordenação das políticas públicas.
O anúncio de Rui Costa sobre sua sucessora, no entanto, não é apenas uma questão de gestão ministerial. Ele serve como um catalisador para as conversas nos bastidores políticos sobre a formação de uma chapa majoritária com forte presença petista para as eleições de 2026. A tese que ganha força é a de que Rui Costa faria parte de um trio que lideraria o grupo, ao lado do senador Jaques Wagner (PT) e do atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
Essa engenharia política, caso se concretize, teria um impacto direto na atual composição das alianças. Com uma chapa dominada pelo PT, o senador Ângelo Coronel, que tem um assento no Senado e é visto como um possível candidato à reeleição, seria retirado da chapa principal. As peças estão se movendo, e as declarações de Rui Costa são um dos primeiros lances concretos nesse complexo jogo pré-eleitoral, apontando para uma estratégia clara do partido para as próximas disputas.







