A indicação do deputado Leandro de Jesus (PL) para presidir a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) subiu no telhado. O parlamentar bolsonarista enfrenta uma forte resistência dos deputados da base do governador Jerônimo Rodrigues, o que tem impedido o início dos trabalhos do grupo.
Liderados por Rosemberg Pinto (PT), os governistas realizaram uma espécie de boicote que surtiu efeito imediato. Informações de bastidores indicam que o nome de Leandro já é considerado carta fora do baralho e um novo comando deve ser anunciado até a próxima semana para destravar a pauta.
A situação é ainda mais complicada porque a oposição pode perder o direito de indicar o presidente. Com a recente janela partidária, partidos como o Avante cresceram muito na Casa, saltando de um para sete deputados. Esse novo cenário exige que todas as comissões sejam divididas novamente entre as siglas.
Historicamente, o comando da Segurança Pública ficava nas mãos da oposição, mas o crescimento da base aliada do governo mudou o jogo. Se a minoria perder esse posto, deve ser feito um remanejamento para que eles assumam outra comissão, mantendo o equilíbrio entre os blocos políticos.
Apesar da pressão, Leandro de Jesus garante que não vai recuar. O deputado afirmou que conversou com o líder da oposição, Tiago Correia (PSDB), e recebeu a garantia de que sua indicação seria mantida com firmeza, respeitando o acordo feito anteriormente entre as lideranças da Assembleia.
Para o parlamentar, o bloqueio ao seu nome é pura perseguição política. Ele argumenta que, mesmo sendo o presidente, o governo continuaria tendo a maioria dos membros na comissão e não haveria motivo para tanto receio por parte dos governistas.
A expectativa agora é que o impasse seja resolvido até a próxima quarta-feira (22), data prevista para a instalação oficial da comissão. Até lá, as negociações continuam intensas nos corredores da AL-BA para definir quem dará a palavra final sobre a segurança no estado.







