O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, defendeu nesta terça-feira (2) em um seminário sobre segurança pública no estado do Rio de Janeiro, a megaoperação que resultou na morte de mais de 130 pessoas. Durante suas declarações, Quaquá afirmou que a ação policial foi necessária, ressaltando que os mortos pertenciam a grupos criminosos.
“O Bope só matou ali otário, vagabundo, bandido. Eu perguntei: 'Tem trabalhador aí?'. Não. Tudo bandido”, declarou o político. Ele argumentou que, para ser efetiva, a operação deve ir além da morte de criminosos e enfatizou a necessidade de uma estratégia de ocupação em áreas dominadas pelo tráfico, afirmando que “se fosse para matar, tinha que matar 1 mil soldados do tráfico”.
Em sua fala, Quaquá reiterou que o foco deve ser a transformação das comunidades, dizendo que “ou a gente entra nesses territórios para mudar a prática e a vida do território e libertar a vida do povo...se a gente não faz isso, ninguém o fará”. Durante a apresentação, uma mulher não identificada contra-argumentou as afirmações de Quaquá, chamando suas palavras de mentirosas.
O vice-presidente do PT já havia expressado apoio à polícia em situações anteriores, ressaltando que embora a operação precisasse de um melhor planejamento, ele a considerava necessária. “Não concordo com a maneira como o governador botou o pé na operação, tentando jogar a culpa no Governo Federal”, afirmou.
As operações policiais em áreas de conflito no Rio de Janeiro continuam a gerar polêmica e debates sobre a eficácia e os custos em termos de vidas perdidas. Novas discussões sobre segurança pública estão previstas para os próximos dias, à medida que a pressão sobre as autoridades aumenta.







