O PSD não vai ter prévias para decidir quem será o seu candidato à Presidência da República nas próximas eleições. A notícia veio dos próprios governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Ratinho Junior, do Paraná, ambos filiados ao partido. A ideia é que a escolha seja feita por consenso, pensando no que é melhor para o Brasil.
Em vez de uma disputa interna, a decisão ficará nas mãos de um grupo de líderes do partido. Caiado, que acabou de se filiar ao PSD, explicou à CNN que essa escolha será feita por um "colegiado". Nomes importantes como Gilberto Kassab, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif e Andrea Matarazzo farão parte desse time que vai bater o martelo.
Três nomes fortes na disputa interna
Com a chegada de Caiado, o PSD agora tem três nomes fortes de governadores que sonham com a cadeira de presidente: o próprio Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. Todos já expressaram o desejo de concorrer.
Ratinho Junior falou ao podcast Warren Política e mostrou que a conversa entre eles é tranquila:
Publicidade"Acho que vai ser muito simples, bem fácil, porque todos aqueles que podem vir a ser candidatos estão desarmados. Porque a gente quer ajudar o Brasil. Aquele que tiver maior capacidade de poder liderar esse processo, de aglutinar bons quadros, bons nomes, eu acho que vai ser tranquilamente aprovado e apoiado por todos os demais."
Os governadores também comentaram sobre a possível disputa com outras forças de direita, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caiado defendeu o que chamou de "modelo chileno":
"Uma disputa respeitosa no primeiro turno e todos juntos no 2º."
Essa fala dá a entender que, na hora da verdade, o objetivo é unir as forças. Ratinho Junior concorda com a necessidade de ter várias opções de candidaturas de direita, o que ele vê como algo natural no jogo político.
"É extremamente natural o PL ter candidato, o PSD ter candidato, o MDB daqui a pouco ter candidato. Eu acho que é natural, é do jogo político", completou o governador paranaense, mostrando que não há problema em ter diferentes nomes na largada.
Enquanto isso, o governador Eduardo Leite, em entrevista ao site R7 no mesmo dia, reafirmou seu interesse na corrida presidencial. Ele destacou que sua motivação não é um desejo pessoal, mas sim a busca por um novo rumo para o país.
"Para mim, política é missão. Conforme a gente vai avançando, fui prefeito, governador, naturalmente que a presidência passa a ser algo possível e até desejado, mas não é sobre atender a minha aspiração individual de ser presidente, e sim de conseguir fazer com que o país encontre um rumo diferente do que eu estou observando hoje", afirmou Leite, indicando que seu foco é o futuro do Brasil, mesmo sem entrar em detalhes sobre o processo de escolha interna do PSD.
Comissão especial vai definir o nome
Para organizar essa decisão, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já deu a letra: foi criada uma comissão especial. Ela é formada pelos três governadores aspirantes: Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite. O trabalho deles será analisar todos os cenários eleitorais, conversar com outros partidos para possíveis alianças e ajudar o PSD a escolher o melhor nome para a disputa pelo Palácio do Planalto.
A expectativa é que o nome do candidato do PSD seja anunciado até o dia 15 de abril, mas esse prazo pode mudar se as negociações avançarem mais rápido.







