O bolso do consumidor brasileiro sentiu um leve alívio no ritmo de subida dos preços em março. O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, fechou o mês em 0,44%, uma queda considerável em relação aos 0,84% registrados em fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (26).
Apesar da desaceleração no índice geral, quem faz a feira sentiu o peso de itens essenciais. O grupo de Alimentos e Bebidas subiu 0,88%, com destaque para o feijão-carioca, que disparou quase 20%, e o ovo de galinha, com alta de 7,54%. O leite longa vida e as carnes também ficaram mais caros no período.
Outro setor que pressionou o orçamento das famílias foi o de Despesas Pessoais. Serviços bancários e o custo com empregados domésticos foram os principais responsáveis pela alta de 0,82% neste grupo, dificultando o controle das contas no final do mês.
Para quem precisou viajar, o cenário também não foi favorável. As passagens aéreas subiram quase 6%, enquanto o óleo diesel teve um aumento de 3,77%. Por outro lado, o preço da gasolina, do etanol e do gás veicular apresentaram uma pequena redução, dando um fôlego para os motoristas.
Na Bahia, a capital Salvador registrou uma variação de 0,45% em março, ficando ligeiramente acima da média nacional. No entanto, quando olhamos para o acumulado dos últimos 12 meses, os baianos levam vantagem: a inflação na região está em 3,18%, enquanto o índice do país chega a 3,90%.
O levantamento do IBGE confirmou que todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento em março. Mesmo com a queda no índice geral, a inflação acumulada no ano de 2026 já atinge a marca de 1,49%.







