O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), anunciou que está pronto para votar o relatório final da comissão nesta sexta-feira (27), caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida não prorrogar os trabalhos. O documento é extenso, com mais de cinco mil páginas, e traz um pedido de indiciamento contra 227 pessoas e empresas.
A votação depende diretamente do que os ministros do STF decidirem em julgamento marcado para a tarde desta quinta-feira (26). O tribunal vai avaliar se mantém a decisão do ministro André Mendonça, que havia dado ordem para esticar o prazo da comissão após pedido da oposição.
Se o STF autorizar a continuidade dos trabalhos, o relator quer focar as investigações no chamado "andar de cima". O objetivo é apertar o cerco contra bancos e instituições financeiras suspeitas de realizar descontos não autorizados e fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas.
Enquanto a justiça decide, o clima nos bastidores de Brasília é de queda de braço. De um lado, a oposição quer mais 60 dias de prazo; do outro, a base do governo tenta fechar o acordo em apenas 15 dias extras para encerrar o assunto rapidamente.
Além da disputa pelo tempo, parlamentares do governo tentam tirar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) da presidência da CPMI. Eles apresentaram um pedido de afastamento alegando falta de imparcialidade na condução dos trabalhos.
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, aguarda o parecer do Supremo para tomar qualquer atitude. Para o cidadão que espera uma resposta sobre o dinheiro descontado indevidamente do benefício, o desfecho da investigação agora está nas mãos dos ministros em Brasília.







