Em pleno Carnaval, o presidente global da Central Única das Favelas (CUFA), Preto Zezé, aproveitou a segunda-feira (16) para colocar em pauta os temas mais importantes para este ano de eleições. Para ele, dois assuntos devem dominar as discussões: a segurança pública e a inclusão das milhões de pessoas que vivem nas periferias do Brasil.
Segundo Preto Zezé, a segurança pública é um desafio enorme que já aparece em todas as pesquisas de opinião. Ele acredita que os governantes precisam urgentemente de novas ideias e estratégias, porque o que tem sido feito até agora não mostra melhoria para a população. É preciso inovar para enfrentar o problema de frente.
“Eu acho que tem uma coisa que já está em todas as pesquisas, que é a segurança pública. Esse é um super desafio, principalmente porque os governos vão ser forçados a renovar o repertório, porque o que está se fazendo hoje mostra que a percepção das pessoas não consegue enxergar uma melhora”, afirmou.
Além da segurança, o líder da CUFA destacou o potencial econômico das favelas. Ele explicou que essas comunidades, que movimentam cerca de R$ 300 bilhões, são um celeiro de empreendedorismo e podem oferecer soluções inovadoras para o país. Preto Zezé vê o empreendedorismo, a distribuição de renda e a inclusão produtiva como chaves para políticas públicas modernas e eficazes, que realmente conversem com a realidade brasileira.
Publicidade“O empreendedorismo, a divisão de renda e a inclusão da população de favela são pistas para políticas públicas atuais, conectadas com o momento brasileiro, e que podem dar respostas importantes para os nossos desafios”, pontuou.
CUFA Quer Revolução Econômica Nas Favelas
A Central Única das Favelas, que já atua em 5 mil favelas no Brasil e em mais de 72 países, tem um objetivo claro: colocar as favelas no coração do debate econômico do país. Preto Zezé visualiza uma “revolução por vias econômicas”, que inclui desde o acesso facilitado a crédito até uma presença de melhor qualidade do Estado nesses territórios. Ele defende que é fundamental integrar as políticas públicas e criar uma forte conexão entre a sociedade, o governo e o setor privado.
“Hoje estamos consolidados em 5 mil favelas no Brasil e em mais de 72 países. Queremos uma revolução por vias econômicas: acesso a crédito, democratização do Estado, presença de qualidade nos territórios, integração de políticas públicas e conexão entre sociedade, poder público e setor privado. Já existem iniciativas que dão certo e podem ser reunidas em um grande cardápio de soluções”, concluiu.
Para Preto Zezé, muitas das iniciativas que já funcionam bem dentro das favelas podem ser ampliadas e servir de modelo para todo o Brasil. Ele sugere que, ao invés de buscar soluções complicadas, o país deveria olhar para o que já dá certo nas comunidades e transformar essas ideias em um grande catálogo de alternativas para os desafios nacionais.







