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Política

Deputado Aciona MPE Por Propaganda A Lula No Carnaval De Salvador

O deputado Leandro de Jesus (PL) pediu ao Ministério Público Eleitoral que investigue shows no Carnaval de Salvador, alegando propaganda antecipada para o presidente Lula e uso indevido de recursos públicos durante as apresentações de BaianaSystem e Thiago Aquino.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
17 de fevereiro, 2026 · 00:29 3 min de leitura
Foto: Ednei Cunha / Bahia Notícias
Foto: Ednei Cunha / Bahia Notícias

O Carnaval de Salvador, uma das maiores festas populares do mundo, está agora sob os holofotes de uma investigação política. O deputado estadual Leandro de Jesus, do PL, formalizou uma denúncia junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para apurar se houve propaganda eleitoral antecipada para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e possível abuso de poder político durante os festejos.

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A Notícia de Fato Eleitoral, como é chamada a denúncia, foi encaminhada ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet Branco. O parlamentar pediu que o órgão abra um procedimento investigatório para verificar os episódios registrados nos dias 13 e 14 de fevereiro, quando diversos artistas e grupos musicais, em suas apresentações nos circuitos da folia, teriam manifestado apoio ao presidente.

BaianaSystem e o coro de campanha

Entre os casos que mais chamaram a atenção na denúncia está a performance do grupo BaianaSystem. Durante seu show, a banda teria entoado coros e jingles que são historicamente ligados às campanhas presidenciais de Lula. Segundo o deputado, essa manifestação ocorreu diante de um público gigantesco e foi transmitida ao vivo, ampliando seu alcance de forma significativa.

Thiago Aquino e o violino "Lula Lá"

Outro momento citado na denúncia aconteceu no palco do cantor Thiago Aquino, durante sua apresentação no Circuito Osmar (Campo Grande), em Salvador, na Bahia. O artista, do alto do trio elétrico, contou a história de um violinista de sua banda. Ele afirmou que o músico recebeu seu primeiro instrumento por meio de um programa federal. Logo depois, o violinista tocou a música "Lula Lá", um conhecido hino de campanha.

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“Lula, você faz parte da vida desse rapaz aqui. Você foi o cara que deu o primeiro violino dele e ele está aqui hoje tocando com a gente, está morando na Bahia”, disse o cantor Thiago Aquino na ocasião, reforçando a ligação.

A denúncia de Leandro de Jesus menciona também apresentações da cantora Alinne Rosa, que teria feito manifestações semelhantes. O deputado argumenta que, embora não tenha havido um pedido explícito de voto, a legislação eleitoral entende que o contexto e os elementos apresentados podem, sim, influenciar o eleitorado, caracterizando propaganda antecipada.

Abuso de poder político e dinheiro público

Um dos pontos cruciais levantados pelo deputado é o cenário em que as supostas manifestações ocorreram. O Carnaval de Salvador é um evento de proporções gigantescas, financiado com recursos públicos, e contou com a presença de autoridades. O presidente Lula, inclusive, esteve no circuito carnavalesco, acompanhado do governador Jerônimo Rodrigues, no camarote oficial do Governo do Estado.

A transmissão ao vivo pela TVE Bahia de todas essas apresentações também é um fator importante para o parlamentar, pois teria garantido que as mensagens chegassem a um número ainda maior de pessoas, supostamente utilizando a estrutura pública para fins eleitorais.

O que o deputado pede ao MPE?

No documento enviado ao Ministério Público Eleitoral, Leandro de Jesus fez uma série de solicitações:

  • A instauração de um procedimento investigatório para apurar os fatos.
  • A verificação de possível propaganda eleitoral antecipada.
  • A análise de um eventual abuso de poder político e o uso indevido de estrutura pública.
  • A requisição das transmissões completas da TVE Bahia dos dias 13 e 14 de fevereiro.
  • O levantamento detalhado de todos os recursos públicos empregados no Carnaval de Salvador.

A expectativa é que o MPE analise as provas e decida sobre a abertura de um inquérito para investigar se as regras eleitorais foram ou não desrespeitadas na maior festa da capital baiana.

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