Em Paulo Afonso (BA), a Prefeitura disse que não proibiu a gravação do show do cantor Heytor 'O Boyzinho', enquanto o produtor cultural Neto Coelho afirma que a gestão municipal acabou impedindo o projeto — o que levou a equipe a transferir a captação para uma chácara na Vila Matias.
O que aconteceu
O produtor relata que tentaram gravar em quatro locais diferentes, incluindo um bar que, segundo ele, tem concessões regulares para eventos. A organização do projeto, JNC Entretenimento, publicou uma nota de repúdio e classificou o episódio como censura e repressão política à cultura. Mas o que motivou a mudança para um espaço privado?
Resposta oficial
A Prefeitura afirmou não ter tomado nenhum ato administrativo que configurasse proibição e declarou não ter recebido requerimento formal para captação audiovisual em logradouro público. Segundo a administração, o único pedido protocolado foi em 13 de outubro de 2025, para a interdição da Travessa José Hemetério de Carvalho visando uma comemoração particular no estabelecimento chamado Bar da Galega; esse pedido foi indeferido após análise técnica por não cumprir os requisitos legais e os prazos previstos.
Regras e prazos
A nota municipal citou o Decreto nº 191/2025, em vigor desde 6 de março de 2025, que estabelece prazos mínimos para solicitações: 30 dias para eventos de pequeno porte e 60 dias para os de médio e grande porte. Também exige documentação e autorizações de órgãos municipais e, quando aplicável, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Entre as áreas citadas estão, por exemplo:
- Secretarias de Cultura e Esportes
- Ordem Pública
- Meio Ambiente
- Administração
Desdobramentos
Nas redes sociais, Heytor 'O Boyzinho' agradeceu ao público e à equipe pela gravação do projeto Breguinha Cachorro 3.0. O produtor divulgou registros das tentativas de realização na cidade e reafirmou que a mudança para a chácara aconteceu após os obstáculos encontrados.
Conclusão
Por fim, a Prefeitura reafirmou compromisso com a promoção cultural, a segurança e o ordenamento urbano, repudiou a politização dos fatos e não anunciou, na nota, abertura de procedimento administrativo além do indeferimento já mencionado. Segundo os organizadores, a produção seguiu adiante em imóvel particular.







