O prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, entregou nesta sexta-feira (22) o Centro de Operações Integradas da capital alagoana — o COI — e aproveitou o ato para deixar claro o tom da sua gestão: velocidade na resposta, olho na cidade o tempo todo. Segundo informações divulgadas pelo portal Cada Minuto, o gestor resumiu a proposta da nova estrutura em uma frase direta: o objetivo é monitorar, agir rápido e antecipar riscos antes que eles virem problema para a população.
Cunha assumiu a prefeitura de Maceió em 5 de abril deste ano, após a renúncia do então prefeito JHC. Desde a posse, o gestor sinalizou que sua marca seria a continuidade acelerada das obras e entregas da gestão anterior — e o COI entra como peça central desse discurso de modernização.
A estrutura opera 24 horas por dia, com equipes em regime de plantão. Segundo a fonte original, o espaço conta com mais de 400 câmeras espalhadas por Maceió, 12 totens inteligentes instalados em pontos estratégicos, telão central, sala integrada de operações, comunicação interna unificada e rede de acionamento operacional em tempo real.
Ao discursar na inauguração, Cunha afirmou que o COI "nasce para integrar informações e tornar as decisões da Prefeitura mais ágeis e assertivas", posicionando o centro não apenas como um sistema de câmeras, mas como um núcleo de inteligência para a gestão pública municipal.
A estrutura reúne, de início, as secretarias municipais de Defesa Civil, de Trânsito (DMTT), de Segurança Cidadã, de Infraestrutura e de Comunicação, além da ALURB e da Secretaria Executiva Institucional, de acordo com informações divulgadas pela fonte original. A ideia é unir diferentes braços da prefeitura numa mesma central de decisão e acionamento.
As primeiras prioridades operacionais do COI serão o monitoramento do período chuvoso — sempre crítico para capitais nordestinas — e a cobertura do São João Massayó, festa junina que mobiliza grandes públicos em Maceió. O objetivo declarado é ampliar a capacidade de prevenção e coordenação durante eventos de massa e emergências climáticas.
O modelo adotado pela capital alagoana segue uma tendência que se consolidou em várias cidades brasileiras. O Centro de Operações do Rio de Janeiro, referência nacional, já opera com mais de 3.600 câmeras e integra múltiplos órgãos municipais num único ponto de comando. Em estados como São Paulo e Goiás, centros similares já usam inteligência artificial para emitir alertas automáticos e auxiliar forças de segurança em tempo real.
Em Maceió, a IA ainda está na fase de projeto. Segundo a fonte original, a prefeitura prevê para etapas futuras a integração com SAMU e Guarda Municipal, uso de inteligência artificial, alertas automáticos, painéis estatísticos em tempo real e monitoramento de escolas e unidades de saúde — o que transformaria o COI numa plataforma bem mais abrangente do que a central de câmeras que entrou em operação hoje.
O COI de Maceió chega como a entrega mais simbólica dos primeiros 47 dias da gestão Rodrigo Cunha — e como um sinal de que o novo prefeito quer construir sua própria marca na cidade, mesmo mantendo a continuidade do projeto iniciado pelo antecessor.







