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"Sou atirador esportivo": vereador Deivide Henrique fala pela primeira vez sobre Operação Senhor das Armas em Paulo Afonso

Em entrevista à Rádio Angiquinho, parlamentar confirmou apreensão de armas, celulares e dinheiro, mas nega ilegalidade

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
22 de maio, 2026 · 09:14 2 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

O vereador Deivide Henrique (Avante), de Paulo Afonso, falou pela primeira vez na quinta-feira (21) sobre a Operação "Senhor das Armas", que o teve como um dos alvos investigados na última segunda-feira (18). Em entrevista à Rádio Angiquinho, o parlamentar confirmou detalhes da diligência e negou qualquer envolvimento com crime.

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A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO Norte), em parceria com o Ministério Público da Bahia e a Polícia Civil. As investigações apuram um suposto esquema de fornecimento ilegal de armas de fogo para uma facção criminosa que atua na região de Paulo Afonso, com possível envolvimento de policiais militares. Na ação, foram apreendidos três armas de fogo, uma carabina de pressão, 137 munições, 11 celulares e um veículo, em quatro endereços em Salvador.

Deivide Henrique confirmou que policiais foram à sua residência ainda durante o cumprimento dos mandados, quando ele estava com a esposa e os filhos. Segundo o parlamentar, as armas e munições recolhidas em sua casa são de uso legal, registradas na categoria CAC — Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador — junto ao Exército Brasileiro. Ele afirma praticar tiro esportivo há aproximadamente cinco anos.

Sobre os seis celulares apreendidos, o vereador explicou que um é de uso pessoal, outro é destinado às atividades do mandato, um pertence à esposa e os demais seriam dos filhos. Um veículo também foi recolhido, mas apenas para vistoria, segundo ele. Quanto ao dinheiro em espécie exibido nas imagens divulgadas pelo Ministério Público — cerca de R$ 12 mil —, Deivide Henrique afirmou que o valor é seu e tem origem comprovada por saque bancário.

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Questionado sobre os motivos de ter sido incluído na investigação, o parlamentar disse não saber. A defesa do vereador, assinada pelos advogados Silvio César e Wilana Victória Lima, já havia se manifestado logo após a operação afirmando que Deivide Henrique colaborou com as autoridades e que nenhum material ilícito foi encontrado em sua residência. A defesa reafirmou confiança no devido processo legal e no princípio da presunção de inocência. Além do vereador, outros três investigados foram alvos da ação — um com passagem anterior pela polícia e dois com extensa ficha criminal.

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