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Política

Pesquisas indicam reviravolta: PT perde, PL e União Brasil crescem nos estados

Novo levantamento mostra que o PT pode perder governos estaduais, enquanto PL e União Brasil despontam. Veja o cenário para as eleições de 2026.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
12 de dezembro, 2025 · 03:04 4 min de leitura
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

As eleições de 2026, embora ainda distantes, já começam a desenhar um novo mapa político para os governos estaduais no Brasil. Um levantamento recente feito pelo Bahia Notícias, baseado nas pesquisas mais novas, mostra que o Partido dos Trabalhadores (PT) pode ser o que mais perderá espaço, enquanto o Partido Liberal (PL) e o União Brasil se preparam para ter mais governadores pelo país.

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De acordo com os números, a atual divisão de poder entre os partidos nos estados pode sofrer mudanças significativas. Enquanto alguns partidos de centro mantêm uma certa estabilidade, o PL e o União Brasil mostram uma ascensão clara, com grandes chances de conquistar um número maior de administrações estaduais.

Governadores na corrida pela reeleição: quem está bem e quem está em apuros?

Entre os atuais chefes de estado, 11 já sinalizaram que pretendem buscar a reeleição em 2026. Desse grupo, a situação é mista: sete deles aparecem na liderança das pesquisas, demonstrando força para continuar no cargo, enquanto outros quatro estão em uma posição mais complicada, figurando na segunda colocação.

Na lista dos que estão à frente nas intenções de voto, encontramos nomes como Alan Rick (União Brasil), no Acre; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; e Rafael Fonteles (PT), no Piauí. Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe; Eduardo Riedel (PP), no Mato Grosso do Sul; Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo; e Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, também lideram suas respectivas corridas.

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Por outro lado, alguns governadores enfrentam desafios consideráveis para manter o posto. É o caso de Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia, que aparece atrás de ACM Neto (União Brasil) nas pesquisas. Situação semelhante vivem Clécio Luís (Solidariedade), no Amapá; Laurez Moreira (PDT), no Tocantins; e Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco, que também figuram na segunda posição.

Vices-governadores ambiciosos

O cenário para 2026 também se mostra promissor para alguns vice-governadores que decidiram alçar voos mais altos. Dos seis que já manifestaram interesse em concorrer ao governo de seus estados, dois estão na liderança das pesquisas. Celina Leão (PP), no Distrito Federal, busca suceder Ibaneis Rocha (MDB), enquanto Daniel Vilela (MDB), em Goiás, parceiro de Ronaldo Caiado (União Brasil), desponta na frente na disputa.

Outros quatro vice-governadores, no entanto, aparecem em segundo lugar nas intenções de voto: Edilson Damião (Republicanos) em Roraima; Lucas Ribeiro (PP) na Paraíba; Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso; e Ricardo Ferraço (MDB) no Espírito Santo.

A gangorra partidária: quem sobe e quem desce

A análise das pesquisas aponta para uma verdadeira "dança das cadeiras" entre os partidos. Atualmente, a distribuição dos governos estaduais está assim:

  • PT: 4 governadores
  • União Brasil: 4 governadores
  • PSD: 4 governadores
  • PSB: 3 governadores
  • MDB: 3 governadores
  • PP: 3 governadores
  • Republicanos: 2 governadores
  • PL: 2 governadores
  • Novo: 1 governador
  • Solidariedade: 1 governador

Se as tendências atuais das pesquisas se confirmarem para 2026, o mapa político mudaria consideravelmente, especialmente para o PT, que veria seu número de governadores cair pela metade, e para o PL e União Brasil, que ganhariam mais força. A projeção seria:

  • União Brasil: 5 governadores
  • PL: 5 governadores
  • MDB: 4 governadores
  • PSD: 4 governadores
  • Republicanos: 3 governadores
  • PSB: 2 governadores
  • PT: 2 governadores
  • PP: 2 governadores

Essa simulação mostra que o União Brasil e o PL se tornariam os partidos com o maior número de governadores, ambos com cinco, superando o PT, que cairia para apenas duas administrações estaduais.

Destaques das pesquisas por região

As pesquisas em estados-chave ilustram bem essas mudanças:

  • Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) lidera com 44% contra 35% do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
  • Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) aparece com 48% das intenções de voto, indicando uma forte tendência de reeleição.
  • No Ceará, Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB) travam um empate técnico, ambos com 39%.
  • No Distrito Federal, a vice-governadora Celina Leão (PP) lidera com 32,2%, buscando a sucessão.
  • Já em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém uma liderança confortável com 45%, enquanto Geraldo Alckmin (PSB) aparece com 26%.

O levantamento detalhado das pesquisas nacionais aponta para uma eleição de 2026 que promete ser bem disputada, com realinhamentos importantes no cenário político dos estados. As movimentações dos partidos e dos eleitores, que ainda podem mudar muito, já dão uma ideia de como os governos estaduais podem ser divididos no próximo ciclo.

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