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Política

PDDU e LOUOS: Câmara de Salvador deve definir rito, diz Paulo Câmara

Paulo Câmara afirma que a Câmara de Salvador deve definir o rito do PDDU e da LOUOS, ampliando prazos e garantindo transparência para evitar judicialização.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
20 de outubro, 2025 · 22:12 2 min de leitura
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Planejar a cidade é também decidir quem conduz a conversa. Foi isso que, em entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda‑feira (20), destacou o deputado Paulo Câmara, da Bahia. Segundo ele, a Câmara Municipal de Salvador deveria ditar o ritmo da tramitação do PDDU e da LOUOS.

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Paulo Câmara lembrou que o envio do texto parte da prefeitura, mas que cabe ao Legislativo definir o rito do processo e garantir ampla publicidade dos atos — para evitar surpresas e emendas de última hora no plenário.

“O prefeito envia o projeto, quem vai dar um rito processual é a Câmara”, disse Paulo Câmara.

Como ele vê o processo

O deputado preferiu não avaliar propostas de revisão já apreciadas pela Casa e concentrou-se no projeto anunciado, cuja entrega está prevista para o ano seguinte. Ele avaliou que a apresentação de um texto inicial tende a atrair arquitetos, urbanistas e outros especialistas, mas ressaltou que será a Câmara quem decidirá se o texto está pronto ou se precisa de emendas e ajustes.

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Para ele, a palavra de ordem deve ser transparência: prazos maiores e debates públicos ajudam a evitar pressa e a reduzir riscos de judicialização. Não é uma solução mágica, mas ampliar o tempo de discussão — em vez de 60 dias, pensar em 120 ou 150 — dá mais espaço para participação e clareza no processo.

O que a Câmara deveria fazer

  • Estabelecer o rito processual;
  • Promover debates públicos e garantir ampla publicidade;
  • Avaliar e decidir eventuais emendas, sempre buscando legalidade e transparência;
  • Reduzir o risco de contestações judiciais por falta de participação.

Ele sugeriu repetir o cuidado adotado em 2013 e agir com calma em 2025 e 2026, para que o resultado seja mais sólido e menos sujeito a contestações. Afinal, vale mais discutir com calma do que corrigir depois?

O projeto anunciado segue com entrega prevista para o ano seguinte, cabendo à Câmara Municipal de Salvador organizar o rito e abrir o debate público sobre o PDDU e a LOUOS.

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