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Política

Otto Alencar propõe mandatos de cinco anos e fim da reeleição

Otto Alencar propõe mandatos de cinco anos sem reeleição, afirmando que eleições bienais prejudicam a gestão; levou a proposta à CCJ e pede votação no Senado.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
20 de outubro, 2025 · 16:12 2 min de leitura
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), o senador Otto Alencar defendeu uma mudança no calendário eleitoral: mandatos de cinco anos e o fim da reeleição. Segundo ele, a ideia é dar mais fôlego à gestão e acabar com a sequência de pleitos a cada dois anos.

O que propõe

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Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar apresentou uma proposta para estabelecer mandatos de cinco anos para prefeitos, governadores e para o presidente da República, sem possibilidade de reeleição. O texto foi levado à comissão após conversa com o senador Davi Alcolumbre (União-AP), com o objetivo de encaminhar o tema à votação.

Por que mudar?

Para o senador, a alternância a cada dois anos desvia a atenção de questões administrativas. É como tentar terminar uma tarefa importante enquanto alguém muda o canal da TV — a concentração se perde e o trabalho não anda. Quem governa, afirmou, acaba mais preocupado com campanha do que em executar políticas públicas.

“Ninguém suporta mais eleição de dois em dois anos com reeleição. Se continuar, se não mudar… nós vamos continuar com eleição todos os anos. Eleição todos os anos”, disse Otto Alencar.

Contexto e riscos

O senador associou o calendário atual a um desgaste institucional, citando escândalos ligados à destinação de emendas na Câmara dos Deputados como exemplos de crises que minam a confiança nas instituições. Ele também apontou riscos para as próximas décadas, mencionando os anos de 2030 e 2034 como momentos em que o quadro poderia se agravar caso não haja mudança.

“Se continuar assim… pode fragilizar a democracia e derrubar a democracia, como foi em 1964”, disse Otto Alencar.
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Ao concluir, Otto Alencar afirmou que a proposta nasce de sua convicção pessoal e da experiência política. Ressaltou ainda não integrar o grupo de parlamentares atualmente alvo de investigações e pediu que a matéria seja pautada para votação no Senado.

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