O senador Otto Alencar (PSD) expressou sua preocupação com o rompimento político entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT), devido à indicação do advogado-geral da União, Jorge MessiasSupremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Bahia Notícias, Otto revelou que conversou com Alcolumbre para minimizar as tensões e destacou a importância de manter uma relação cordial entre os parlamentares.
Otto recordou o desejo de Alcolumbre em escolher o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso, mas enfatizou que a decisão cabe exclusivamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, responsável pela sabatina dos indicados ao STF, garantiu que os procedimentos para a indicação de Messias seguirão as normas do regimento de maneira ética.
“E esse rompimento político não pode ser o deixar de se cumprimentar, deixar de se falar, porque não cabe isso no Parlamento. Você pode até discordar do ponto de vista político, ideológico, doutrinário, mas tem que conversar”, afirmou o senador. Otto também mencionou que Messias já havia iniciado diálogos com os senadores, inclusive com ele próprio, prometendo que toda a tramitação será feita de forma correta.
Na mesma entrevista, Otto citou a ausência de Alcolumbre e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na cerimônia de sanção do Projeto de Lei que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil. Segundo o senador, essa situação demonstra uma “fissura” entre Lula e o Congresso Nacional decorrente da indicação de Jorge Messias.
“É fundamental que tanto o presidente Davi quanto o Hugo e o presidente Lula dialoguem para encontrar entendimentos que permitam a aprovação de matérias importantes para a população, como o Orçamento Geral da União”, completou Otto. Em coletiva na terça-feira (25), Alcolumbre anunciou que a sabatina de Jorge Messias ocorrerá em 10 de dezembro, com o senador Weverton (PDT-MA) como relator da indicação.







