O cantor Oh Polêmico não gostou nem um pouco das acusações feitas pelo vereador Tenóbio (PL), de Lauro de Freitas, na Bahia. Em um vídeo que circulou nas redes sociais na última segunda-feira (20), o parlamentar chamou o artista de “criminoso travestido de artista” e “pseudo-artista”. A reação do pagodeiro foi imediata: ele se manifestou através de sua assessoria jurídica para repudiar as falas do vereador.
A equipe de Oh Polêmico, através do advogado José Estevam Macedo Lima, classificou as declarações de Tenóbio como “expressões de cunho pejorativo, racista e discriminatório”. Além disso, a defesa do cantor enfatizou que essas palavras são “ofensivas à sua honra, reputação e atividade artística”, configurando um “grave abuso do direito de manifestação”.
Vereador Tenóbio faz acusações sobre letras e contratação
Em seu perfil no Instagram, Tenóbio foi mais longe e disse que a contratação de Oh Polêmico pela prefeitura de Lauro de Freitas foi “ilegal”. O vereador argumentou que o cantor de pagodão é conhecido por “disseminar músicas que contêm em suas letras, sexo explícito, palavras de baixo calão, apologia ao uso de drogas e facções criminosas”. Ele também fez questão de relembrar uma proibição do Ministério Público da Bahia (MP-BA) em 2023, sem dar mais detalhes sobre o ocorrido.
As críticas do vereador não pararam por aí. Ele acusou Oh Polêmico de incentivar “crianças e jovens” a práticas ilícitas e de promover “a exposição forçada a simulações sexuais” para menores. Para Tenóbio, o cantor teria cometido crimes de vexame e constrangimento.
Oh Polêmico nega acusações e se defende de ataques
A assessoria de Oh Polêmico, conhecido como Polly, reagiu com firmeza às alegações. Em nota oficial, negou categoricamente qualquer investigação, processo, denúncia ou condenação pelos crimes que o vereador citou. A equipe do cantor deixou claro que as divergências sobre estilos musicais ou políticas públicas não dão o direito de atacar a reputação de alguém.
"Divergências quanto a repertórios musicais, preferências culturais ou políticas públicas não autorizam ataques pessoais, desinformação nem a violação de direitos fundamentais", diz a nota da assessoria do cantor.
O vereador Tenóbio também fez menção à Lei Municipal Anti Baixaria, proposta por ele mesmo em 2024. Essa lei proíbe a contratação de artistas que se apresentem com “teor sexual explícito” para festas públicas. No mesmo vídeo onde criticou Oh Polêmico, o parlamentar citou também a artista A Dama, estendendo a crítica sobre o tipo de conteúdo musical para outros nomes da cena baiana.
O embate entre o político e o artista mostra a tensão sobre a liberdade de expressão artística e a moralidade pública, especialmente quando envolve figuras públicas e contratações para eventos financiados com dinheiro público. A defesa de Oh Polêmico reforça que, mesmo com opiniões diferentes, é preciso respeitar a honra e o trabalho dos artistas.







