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Política

Negociações de tarifas Brasil EUA após encontro entre Lula e Trump

Em Kuala Lumpur, Lula e Trump concordaram em iniciar negociações bilaterais sobre tarifas, com encontros técnicos e possíveis visitas entre os dois países.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
26 de outubro, 2025 · 10:34 2 min de leitura
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a 47ª cúpula da Asean, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se encontraram e combinaram o início de negociações bilaterais sobre tarifas entre Brasil e Estados Unidos. A reunião presencial durou cerca de 50 minutos e abriu um canal direto para tratar de medidas tarifárias sensíveis para os dois lados.

O que foi acertado

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Segundo autoridades brasileiras, houve acordo para começar negociações rápidas sobre tarifas. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que Trump teria dado instruções à sua equipe para iniciar o processo, possivelmente ainda no mesmo dia, e que encontros de acompanhamento devem ocorrer nas próximas semanas.

Reações dos líderes

Do lado americano, Trump mostrou otimismo: "Acho que conseguiremos fechar alguns bons acordos, como temos conversado, e acho que acabaremos tendo um ótimo relacionamento". Em outra declaração, acrescentou: "Vamos chegar a uma conclusão rápida sobre tarifas".

Lula disse não ver motivos para desavenças e destacou a existência de uma pauta extensa a ser tratada, com a expectativa de avançar para uma relação "o mais civilizada possível". O chanceler Mauro Vieira descreveu o encontro como "muito positivo", "descontraído" e "muito alegre".

Impacto prático

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Especialistas consultados pelo governo avisam que eventuais ajustes nas tarifas podem alterar fluxos de exportação e importação em diferentes estados. Empresas exportadoras em Salvador, na Bahia, foram citadas como possíveis receptoras de impacto caso ocorram mudanças nas barreiras tarifárias ou em suspensões temporárias durante as negociações.

  • Mudanças nos volumes exportados e importados;
  • Ajustes na cadeia logística e custos de comércio;
  • Setores específicos poderão ser mais afetados, dependendo dos termos negociais.

Próximos passos

Além das tratativas técnicas, os presidentes combinaram visitas recíprocas: Trump manifestou interesse em visitar o Brasil e Lula sinalizou que pretende ir aos Estados Unidos no futuro. As equipes dos dois países passam a trabalhar para transformar essas intenções em passos concretos.

O que muda no curto prazo? Ainda é cedo para dizer: as negociações terão várias etapas, e qualquer alteração prática dependerá dos acordos que forem firmados. Mesmo assim, o encontro em Kuala Lumpur deixou um sinal claro de que ambos os lados querem conversar e tentar avançar.

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