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Política

Brasil assina convenção da ONU contra crime cibernético

Em Hanói, Brasil assinou convenção da ONU que autoriza troca internacional de provas digitais para investigar crimes cibernéticos; adesão depende do Congresso.

Redação ChicoSabeTudo
25 de outubro, 2025 · 19:36 1 min de leitura
(Imagem: Osugi / Shutterstock.com)
(Imagem: Osugi / Shutterstock.com)

Em Hanói, o Brasil assinou neste sábado (25) a Convenção Contra o Crime Cibernético das Nações Unidas. O objetivo é reforçar a cooperação entre países para enfrentar ameaças no ambiente digital.

O que a convenção estabelece

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O texto traz diretrizes para classificar crimes digitais e cria mecanismos para obter e compartilhar provas eletrônicas entre Estados. Entre os pontos destacados estão:

  • procedimentos para a troca de evidências digitais entre países;
  • medidas específicas para combater abusos sexuais contra crianças cometidos por meios digitais;
  • ações aplicáveis a outros delitos praticados on‑line.

O documento foi assinado pelo diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na viagem ao sudeste asiático. Também participou da cerimônia o secretário‑geral da ONU, António Guterres.

“Um marco na regulação da esfera digital”, disse António Guterres.

Guterres alertou para o crescimento das ameaças virtuais, citando riscos como a perda de meios de subsistência, o financiamento de atividades ilícitas e a circulação de material de abuso infantil.

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Segundo a Polícia Federal, a possibilidade de trocar provas eletrônicas entre países torna o tratado um instrumento relevante para fortalecer investigações e proteger vítimas.

A convenção foi adotada pela Assembleia‑Geral da ONU em dezembro de 2024. Para produzir efeitos jurídicos no Brasil, a adesão precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Autoridades brasileiras dizem que a assinatura amplia a base internacional para investigações e trocas de provas. Mas a implementação prática depende das etapas legislativas previstas no país.

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E agora? Resta acompanhar a tramitação no Congresso e ver como as apurações serão adaptadas às novas possibilidades de cooperação internacional — como se fosse uma caixa de ferramentas compartilhada entre países para investigar crimes digitais.

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