O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reagiu às declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria se atrasado para uma agenda na capital baiana por ter bebido em excesso. Jerônimo classificou a fala como uma "injustiça" e negou que o episódio tenha ocorrido.
A polêmica teve origem após o cancelamento da entrega do Residencial Zulmira Barros, empreendimento do programa Minha Casa Minha Vida em Salvador. O evento, previsto para a última quinta-feira (2), contaria com a presença do presidente Lula, mas foi inviabilizado depois que a Prefeitura de Salvador não liberou o Habite-se do empreendimento, documento necessário para atestar a regularidade da obra.
Jerônimo explicou que a entrega só poderia ocorrer com o empreendimento em situação regular. "Eu só podia fazer, como um governador de estado e um presidente da república indo lá, dizer que Lula entregou uma casa sem Habite-se. Nós não podíamos expor o presidente dessa forma", afirmou. O governador ainda destacou que, caso a responsabilidade fosse do governo estadual, a manifestação popular teria ocorrido na porta do local onde a equipe estava, na Calçada, e não em outro ponto da cidade.
Sobre a rotina de Lula em Salvador, Jerônimo detalhou que o presidente cumpriu agenda nas primeiras horas do dia, concedendo entrevista à Record Bahia antes de seguir para compromissos relacionados ao VLT de Salvador, na região da Calçada. O governador afirmou que Lula sequer esteve em Ondina naquela ocasião, contrariando a versão apresentada pelo prefeito.
Jerônimo relatou ainda que Lula chegou a Salvador na tarde anterior, vindo de uma viagem ao Ceará, e que a equipe do governo entendeu que o presidente precisava de descanso em razão da intensa agenda de compromissos. Segundo o governador, a decisão foi antecipar a saída para que Lula pudesse descansar, considerando que havia uma entrevista agendada para o dia seguinte. Rodrigues acrescentou que, pela manhã, o presidente já estava concedendo entrevista a uma emissora de televisão no hotel entre sete e oito horas.
"É muita injustiça isso. Não dá pra destilar ódio e raiva dessa forma, não pode colocar o povo contra um presidente tão querido na Bahia", declarou Jerônimo. O governador encerrou afirmando que nenhum presidente merece esse tipo de tratamento, "principalmente de um gestor municipal de uma capital de Estado".







