O Ministério Público da Bahia (MP-BA) decidiu esticar por mais um ano o prazo para concluir a investigação que apura irregularidades no transporte marítimo entre Valença e Morro de São Paulo. O foco são denúncias de preços abusivos e possível sonegação fiscal na rota turística.
O inquérito mira diretamente a empresa Dattoli Transportes e a Associação de Transportes Marítimo (Astram). A investigação começou após denúncias anônimas apontarem que os valores cobrados pelas passagens de ida e volta estariam muito acima do que é considerado justo.
Além do preço dos bilhetes, o MP-BA analisa a cobrança de taxas extras para a pesagem de bagagens dos passageiros. O caso é acompanhado pela 2ª Promotoria de Justiça de Valença, que recebeu os primeiros relatos sobre o problema ainda no final de 2023.
A promotora Cláudia Didier de Morais Pereira Santos assinou a prorrogação nesta semana. Segundo o órgão, o tempo extra é necessário para realizar novas diligências e reunir provas sólidas antes de tomar uma decisão final sobre o caso.
A investigação busca entender se houve prejuízo direto ao consumidor e se as empresas deixaram de recolher impostos obrigatórios. Enquanto o inquérito segue aberto, o serviço continua sendo monitorado pela justiça baiana.







