A crise política na Venezuela ganhou um novo e dramático capítulo neste domingo (4). A chefia das Forças Armadas do país anunciou oficialmente que reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina. Essa decisão acontece em um momento de muita tensão, menos de 24 horas depois que o então presidente Nicolás Maduro foi detido por forças especiais dos Estados Unidos.
O anúncio foi feito pelo Ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em rede nacional. Ele explicou que a movimentação tem base em uma decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). O TSJ determinou um mandato de 90 dias para Rodríguez, com o objetivo claro de evitar um “vazio de poder” no país e, assim, garantir a “defesa integral da soberania” venezuelana.
Denúncia de Padrino: O “sequestro” de Maduro e mortes na guarda presidencial
Durante seu pronunciamento, o Ministro Padrino falou com um tom que misturava denúncia e uma tentativa de acalmar a situação. Ele classificou a detenção de Maduro como um “sequestro” e afirmou que essa ação resultou na morte de muitos integrantes da guarda presidencial. Segundo Padrino, os agentes foram executados “a sangue frio” pela força estrangeira que realizou a incursão.
“O sequestro de Maduro resultou na morte de grande parte da guarda presidencial. Os agentes foram executados a sangue frio pela força de incursão estrangeira.”
Vladimir Padrino, Ministro da Defesa da Venezuela
Essa declaração do ministro eleva ainda mais a gravidade da situação, sugerindo um confronto violento que teria precedido a detenção de Maduro e, consequentemente, a rápida mudança na linha de sucessão presidencial.
A decisão dos militares de reconhecer Delcy Rodríguez como líder interina é um passo crucial para tentar estabilizar o país após a saída repentina de Maduro. A Venezuela, que já enfrenta anos de turbulência econômica e social, agora se vê diante de um cenário político ainda mais incerto, com a cúpula militar assumindo um papel central na definição dos rumos do governo por um período determinado.
A nomeação de Rodríguez por 90 dias visa dar tempo para que o país reorganize sua estrutura política e defina os próximos passos para o futuro da nação, tentando evitar que a ausência de um líder claro provoque ainda mais instabilidade.







