Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, entrou com uma ação na Justiça de São Paulo contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O processo, protocolado nesta terça-feira (18), pede a retirada de um vídeo feito com inteligência artificial que liga o empresário a um suposto desvio de dinheiro do INSS.
No material, divulgado pelo senador nas redes sociais, Lulinha é chamado de "suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil". Em outro trecho, o vídeo afirma que "o roubo dos velhinhos do INSS não pode ficar impune".
A defesa de Lulinha pede uma liminar para que as publicações saiam do X e do Instagram em até 24 horas e que Flávio não volte a divulgar as imagens. O pedido inclui ainda pagamento de R$ 10 mil por danos morais e o reconhecimento judicial de que houve abuso no uso da inteligência artificial para atribuir ao empresário fatos que a defesa considera falsos.
No mesmo dia, Lulinha protocolou ação semelhante contra outro pré-candidato à Presidência, o governador Romeu Zema (Novo), também por um vídeo de IA. A montagem mostra o filho do presidente dentro de uma plantação de maconha e o chama de "Messi da impunidade". O juiz responsável negou o pedido inicial de retirada do conteúdo.
A ofensiva judicial acontece em meio à disputa sobre o sigilo bancário do empresário. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Lulinha, afirma ter colocado à disposição da Justiça, ainda no início do ano, os sigilos bancário e fiscal de seu cliente, de forma voluntária. Ele cobra que Flávio adote a mesma postura e explique publicamente recursos ligados ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de defender que o deputado Eduardo Bolsonaro autorize a quebra de sigilo de um fundo em nome da família nos Estados Unidos.
A defesa de Fábio Luís sustenta que ele atua apenas na iniciativa privada, sem negócios com o governo federal, e que as quebras de sigilo já realizadas não trouxeram provas de irregularidades. Procurada, a equipe de Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre a nova ação até a publicação desta reportagem.







