Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Lula sanciona Lei Antifacção: punição para crime organizado pode chegar a 40 anos

Nova legislação endurece combate a grupos que dominam territórios e permite bloqueio imediato de bens

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
24 de março, 2026 · 20:10 1 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a nova Lei Antifacção, que traz medidas mais severas contra o crime organizado no Brasil. A partir de agora, as penas para crimes ligados a essas organizações foram elevadas, podendo alcançar o limite de até 40 anos de prisão.

Publicidade

A nova regra foca no chamado 'domínio social estruturado'. Isso significa que o Estado vai agir com mais rigor contra grupos que controlam bairros, impõem regras aos moradores, fecham ruas com barricadas ou atacam serviços públicos e infraestrutura essencial.

Um dos pontos principais da lei é a facilidade para asfixiar o caixa dos criminosos. A justiça agora pode determinar o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias de forma mais rápida, permitindo até que o patrimônio seja perdido antes mesmo do fim definitivo do processo judicial.

A legislação também cria um banco nacional para identificar e mapear as facções em todo o país. Além disso, quem for flagrado comandando ou financiando esses grupos poderá ter a prisão preventiva decretada com base no risco que representa para a ordem pública.

Publicidade

Apesar da sanção, Lula vetou um trecho específico que tentava igualar as penas entre quem faz parte da facção e quem não é integrante. O texto sancionado também prevê que os valores apreendidos com o crime sejam divididos automaticamente entre o Governo Federal e os estados.

O projeto passou por discussões intensas na Câmara e no Senado antes de virar lei. Com as novas regras, o judiciário ganha autorização para intervir em empresas que sejam usadas como fachada para lavar dinheiro ou apoiar as atividades das facções criminosas.

Leia também