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Política

Lula recusa votos de agressores de mulheres: 'Voto amaldiçoado'

Durante evento em Salvador, o presidente Lula fez um apelo contundente pela participação masculina no combate ao feminicídio e declarou não querer votos de agressores.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
23 de janeiro, 2026 · 23:41 2 min de leitura
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento forte e direto nesta sexta-feira (23) em Salvador, na Bahia, durante o evento de aniversário do MST. Com a palavra na mão, o líder petista deixou claro que não quer o voto de homens que agridem mulheres, classificando-os como 'amaldiçoados'.

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Em seu discurso, Lula chamou a atenção para a necessidade urgente de uma maior participação masculina na luta contra o feminicídio. Ele destacou que a batalha para acabar com a violência de gênero não é apenas das mulheres, mas de toda a sociedade, com um papel crucial para os homens.

Lula cobra ação masculina e repudia agressores

Durante sua fala no Parque de Exposições, Lula fez um apelo para que os homens se engajem ativamente nessa causa. Ele pediu para que a mensagem de repúdio à violência contra a mulher seja levada a todos os lugares, desde as portas de fábrica e igrejas até o Congresso Nacional.

“Todos nós, em cada discurso que a gente tiver, na porta de fábrica, na igreja, na porta da loja, no Congresso, a gente tem que dizer homem que bate mulher, não é homem. Não é homem. Nessa campanha, eu vou dizer em alto e bom som: o cara que levanta a mão para bater uma mulher não precisa votar em mim. Eu não quero um voto amaldiçoado.”

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A declaração do presidente reforça o compromisso de seu governo em combater a violência doméstica e o feminicídio, pautas que ganharam destaque nos últimos anos. A atitude de Lula de rechaçar publicamente os agressores e seus votos sinaliza uma postura intransigente contra esse tipo de crime.

A importância do envolvimento dos homens

Lula também instigou os homens a conversarem com seus colegas de trabalho e amigos, incentivando-os a repensar suas atitudes e a encontrar formas não violentas de lidar com a raiva e as frustrações.

“E nós temos que saber, todos nós, homens, que temos que comprar essa vida. Falar com os nossos companheiros no local de trabalho: ‘Aí eu estou com raiva’. Mete a cabeça na parede porr4’”.

A provocação do presidente, embora com uma linguagem informal, ressalta a importância de canalizar a agressividade de forma construtiva e nunca contra outra pessoa, especialmente mulheres. A mensagem é um chamado à responsabilidade individual e coletiva dos homens na construção de uma sociedade mais justa e segura para todos.

Essa posição pública do presidente serve como um alerta e um incentivo para que a sociedade discuta abertamente a violência contra a mulher e o papel de cada um em erradicá-la. A fala de Lula, em um evento de grande visibilidade como o aniversário do MST, amplifica a importância do tema e a necessidade de uma mudança cultural profunda.

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