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Política

Lula defende política da paz e cita Gandhi em Salvador

Em Salvador, o presidente Lula defendeu uma política externa baseada no 'poder do convencimento' e na paz, citando Mahatma Gandhi como inspiração para evitar guerras e conflitos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
24 de janeiro, 2026 · 00:11 2 min de leitura
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

Em um evento marcante para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado no Parque de Exposições, em Salvador, na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sublinhou na última sexta-feira (23) sua visão para a política, tanto a externa quanto o debate interno. O chefe de Estado enfatizou que sua gestão buscará conduzir os caminhos da nação “na paz” e através do “poder do convencimento”, deixando de lado a beligerância.

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Lula fez questão de deixar claro que o Brasil não tem intenção de se envolver em conflitos armados com grandes potências globais. “Eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos. Eu não quero fazer guerra armada com a China. Eu não quero fazer guerra armada com a Rússia”, declarou o presidente, reforçando que o foco é o diálogo e a argumentação. Para ele, a democracia é uma força imbatível, capaz de promover o compartilhamento do que há de bom entre os povos.

Inspiração na não-violência de Gandhi

Para ilustrar sua filosofia, Lula trouxe à tona o exemplo do líder indiano Mahatma Gandhi, figura mundialmente conhecida por sua resistência pacífica. “É importante lembrar que o Mahatma Gandhi derrotou o Império Inglês sem dar um tiro, quase que pelado. Ele conseguiu mobilizar toda a Índia e derrotou o Império Inglês”, citou o presidente, destacando o poder da mobilização e da convicção sobre a força bruta.

“Eu quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, mostrar que a democracia é imbatível. Para a gente compartilhar aquilo que a gente tem de bom.”

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Essa abordagem, segundo Lula, é o caminho para construir uma política baseada na “paz, na convergência”. Ele ressaltou a importância de atuar diplomaticamente para unir os países, em vez de estimular a discórdia e os embates. O presidente defendeu que o diálogo e a busca por pontos em comum são mais eficazes do que qualquer tipo de enfrentamento.

Críticas às guerras e à destruição

No decorrer de seu discurso, Lula também teceu críticas contundentes aos conflitos armados e à destruição que eles causam nos territórios e na vida das pessoas, sem apontar diretamente para nações ou governos específicos. Com um tom mais severo, o presidente questionou a lógica de projetos de reconstrução em áreas devastadas por guerras, levantando um ponto crucial sobre o custo humano desses embates.

“Não queremos mais ter cara fria. (...) Roubaram, mataram mais de 70 mil pessoas. Vai dizer que eu vou voltar agora e resolver a casa e fazer um hotel de luxo? E o povo que morreu e as pessoas que morreram vão morar onde?”

A fala de Lula enfatiza que a prioridade deve ser a prevenção de conflitos e a valorização da vida, em vez de apenas tentar reparar os danos após a tragédia. A mensagem foi um chamado à reflexão sobre as consequências duradouras da violência e a necessidade de buscar soluções duradouras para a paz global, pautadas na compreensão mútua e no respeito entre as nações.

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