A semana em Brasília promete ser um verdadeiro caldeirão de acontecimentos, misturando política, economia e judiciário. Enquanto a oposição ainda mostra força depois de uma grande manifestação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma agenda cheia com um encontro internacional importante e uma viagem fora do país. Ao mesmo tempo, o ex-presidente Jair Bolsonaro recebe uma visita aguardada, e a pauta econômica traz decisões sobre juros e dados de emprego.
Lula recebe a Fifa e embarca para o Panamá
Começando a semana nesta segunda-feira (26), o presidente Lula tem um compromisso de peso no Palácio do Planalto: ele recebe o presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino. A conversa, que também terá a participação do ministro do Esporte, André Fufuca, e do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, foca em um tema emocionante para o país: a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.
A expectativa é que o torneio aconteça entre 24 de junho e 25 de julho do ano que vem, espalhado por oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Além desse encontro, Lula também tem reuniões domésticas com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, e com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).
Ainda na agenda do presidente, na terça-feira (27), ele faz sua primeira viagem internacional de 2026, com destino ao Panamá. Lá, Lula participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, onde deve discutir a importância da união e cooperação econômica entre os países da região. Ele também tem um encontro marcado com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, e uma visita ao famoso Canal do Panamá, retornando ao Brasil na noite de quarta-feira (28).
Tarcísio visita Bolsonaro na Papudinha
No campo político doméstico, uma visita adiada na semana passada finalmente acontece: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, vai encontrar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha. A expectativa é grande, já que o encontro pode selar o apoio de Bolsonaro ao filho Flávio como candidato à presidência, um movimento que agita os bastidores da política.
Investigações sobre o Banco Master e a agenda do Judiciário
O poder Judiciário também tem uma semana movimentada. Entre esta segunda (26) e terça-feira (27), a Polícia Federal vai ouvir oito pessoas que estão sendo investigadas por suspeitas de fraude no Banco Master. Esses depoimentos, chamados de oitivas, fazem parte de um inquérito que está sob a responsabilidade do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Três dos investigados — Roberto Bonfim Mangueira, Luiz Antonio Bull e Augusto Ferreira Lima — vão depor presencialmente no STF, enquanto os outros farão suas declarações por videoconferência.
Enquanto isso, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, está em San José, na Costa Rica, para a abertura do ano judicial e a posse de uma nova diretoria da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Fachin vai ser o principal orador de uma conferência com o tema "O enfraquecimento do Estado de Direito democrático como fator de violação de direitos humanos" e deve assinar um acordo para aumentar a cooperação entre os tribunais.
Economia em foco: Juros, inflação e emprego
Para quem acompanha a economia, a semana traz uma série de dados importantes. Na terça-feira (27), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA-15, que é uma prévia da inflação oficial, mostrando como os preços subiram em janeiro de 2026.
Já na quarta-feira (28), o Ministério do Trabalho apresenta os números do Caged, que mostram como andou o mercado de trabalho durante todo o ano de 2025. No mesmo dia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide sobre a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. A expectativa do mercado é que a taxa continue no patamar atual, de 15% ao ano.
Para fechar a semana econômica, na sexta-feira (30), o IBGE libera a Pnad Contínua, com mais detalhes sobre o mercado de trabalho de 2025, incluindo o número de desempregados e de pessoas com carteira assinada. No mesmo dia, o Banco Central também divulga as estatísticas fiscais de 2025 do setor público, que inclui o governo federal, estados, municípios e estatais. O resultado previsto é um rombo nas contas públicas superior a R$ 50 bilhões.
Congresso se prepara para o retorno
Por fim, o Congresso Nacional vive sua última semana de recesso. Na próxima segunda-feira (2 de fevereiro), deputados e senadores voltam aos trabalhos de 2026. A solenidade de abertura da 4ª sessão legislativa, que marca o último ano da legislatura que começou em 2023, está agendada para as 15 horas no Plenário da Câmara. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, vai conduzir a sessão, onde será lida a mensagem do presidente Lula com as prioridades do governo para o ano. Vale lembrar que o presidente pode enviar um representante, como o ministro Rui Costa, para entregar a mensagem.







