O cenário político baiano está agitado com as declarações do deputado estadual Emerson Penalva (PDT). Ele voltou a afirmar que pode deixar o Partido Democrático Trabalhista caso a legenda decida apoiar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026. A fala, dada à imprensa nesta segunda-feira (26), reforça um posicionamento que o parlamentar já havia demonstrado antes.
Penalva expressou claramente seu desejo de que o PDT retorne ao grupo político do ex-prefeito ACM Neto, que lidera a oposição. Para ele, essa seria a estratégia mais vitoriosa para o próximo pleito. Contudo, ele fez questão de ressaltar que a palavra final sobre o destino do partido na Bahia cabe ao deputado federal Félix Mendonça Jr., presidente estadual do PDT.
“Torço que retorne, retorne para ser vitorioso em 2026. Isso é o que todos nós queremos, mas quem decide é o presidente estadual, o deputado Félix Mendonça”, disse Penalva durante a inauguração do viaduto José Linhares, na região do Iguatemi, em Salvador, na Bahia.
A situação é um verdadeiro ultimato: o deputado está pronto para mudar de casa partidária. Ele explicou que, se o PDT voltar a apoiar ACM Neto até a chamada “janela partidária” de março (período em que políticos podem trocar de partido sem perder o mandato), ele permanece. Caso contrário, ele já tem planos.
Publicidade“Se o PDT retornar para a base de ACM Neto até a janela em março, tenho tudo para continuar no partido. Se não, vou agradecer todo o acolhimento que tive, mas estarei no partido da base do pré-candidato ACM Neto”, revelou o deputado, deixando clara sua intenção de se juntar à oposição.
Uma posição consistente
Para quem acompanha a política, a declaração de Penalva não é uma novidade. Em abril do ano passado, ele já havia sinalizado uma possível saída do PDT se a sigla decidisse apoiar a reeleição do então governador Jerônimo Rodrigues. Naquela ocasião, sua ponderação foi similar, indicando que sua permanência dependia do alinhamento do partido com a oposição. “A tendência é eu me manter no partido, até por questão da fidelidade partidária e, em 2026, acredito no retorno do deputado Félix para apoiar o candidato da oposição. Caso não aconteça isso, a minha tendência é sair do partido”, disse ele na época.
Movimentações na oposição
Além da sua própria situação, Emerson Penalva também comentou sobre outras movimentações importantes no grupo de oposição. Ele abordou a possível chegada do senador Angelo Coronel ao grupo, que seria um nome forte. O deputado afirmou que a vinda de Coronel não seria um problema para Marcelo Nilo, outro político apontado como possível candidato ao Senado Federal pela oposição.
Penalva vê a situação de forma colaborativa, acreditando que a experiência de ambos é um trunfo para a oposição.
“O senador Coronel é uma grande figura da política baiana, com muito serviço prestado, ele e a família. Marcelo Nilo também tem seu serviço prestado no estado da Bahia. São dois grandes nomes. Sem dúvida alguma, vão sentar, ver quais são os nomes mais competitivos para que a gente possa enfrentar o governo neste ano de 2026”, completou Penalva, mostrando otimismo com a força da chapa oposicionista.
As próximas semanas, especialmente com a proximidade da janela partidária, serão cruciais para definir os rumos do PDT e as escolhas de políticos como Emerson Penalva, moldando as alianças para as eleições que se aproximam.







