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Política

Justiça Federal proíbe abate de jumentos em toda a Bahia por risco de extinção e maus-tratos

Decisão histórica determina que animais sejam enviados para santuários e aponta falhas graves na fiscalização sanitária.

Redação ChicoSabeTudo
15 de abril, 2026 · 07:29 1 min de leitura

A Justiça Federal proibiu oficialmente o abate de jumentos em todo o território baiano. A decisão, assinada pela juíza Arali Maciel Duarte, atende a pedidos de entidades de proteção animal que denunciam maus-tratos e o risco real de desaparecimento da espécie no estado.

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Além de interromper a matança, a determinação judicial obriga que os animais que seriam destinados ao abate sejam transferidos para santuários de proteção. A medida tenta frear uma atividade que vinha sendo questionada na justiça desde a década de 2010.

A juíza baseou sua sentença em provas de falhas sanitárias graves nos abatedouros e no desrespeito às leis ambientais vigentes. Segundo o processo, a forma como os animais eram criados e mortos feria os princípios de bem-estar animal e colocava em risco a saúde pública.

O Ministério Público da Bahia já vinha alertando sobre o problema. Em 2025, uma recomendação oficial apontou que os projetos de abate e melhoramento genético no estado careciam de fundamentação legal e representavam perigo ambiental.

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Embora a atividade tenha sido regulamentada pela Adab em anos anteriores e chegado a ser liberada temporariamente pelo TRF1 em 2023, a nova decisão entende que o cenário atual é crítico. Dados indicam que a população de jumentos sofreu uma redução drástica devido à alta demanda comercial.

Com essa nova ordem judicial, qualquer frigorífico que insistir na prática poderá sofrer sanções pesadas. O foco agora se volta para a fiscalização estadual e federal para garantir que os jumentos sejam preservados e levados para locais seguros.

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