O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que a divisão da oposição pode facilitar o caminho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026. A declaração foi feita em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na qual o governador avaliou que o cenário político atual tende a ser mais favorável ao petista do que aquele enfrentado no pleito de 2022.
Segundo Jerônimo, a fragmentação do campo oposicionista contribui para o fortalecimento de Lula. Ele citou, inclusive, uma pesquisa eleitoral divulgada nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Paraná, que aponta o presidente na liderança de todos os cenários do primeiro turno das eleições do próximo ano.
Ao comentar a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disputar a Presidência da República, Jerônimo afirmou que a organização da oposição é um problema interno do grupo. “O bolsonarismo criou um ambiente deselegante na política, imaturo, fazendo da disputa algo mesquinho. Mas qualquer divisão no campo da oposição ajuda”, disse.
O governador também criticou a forma como, segundo ele, as decisões são tomadas no grupo bolsonarista. “[A escolha de Flávio] mostra como eles fazem política. Resolve por decisão do ex-presidente, o condenado, e anuncia sem dialogar com a base”, afirmou.
Disputa na Bahia em 2026
Na entrevista, Jerônimo Rodrigues reconheceu que deverá contar novamente com o apoio direto do presidente Lula na disputa pelo governo da Bahia em 2026, especialmente diante do crescimento de ACM Neto (União Brasil) nas pesquisas eleitorais.
“Eu preciso do Lula, e muito, e Lula precisa do nosso grupo. Quando precisou da Bahia, Lula estava fora do governo. Hoje, Lula é presidente e tem possibilidade de entrar com mais força no Norte e em São Paulo”, declarou.
Jerônimo avaliou ainda que o ambiente político é mais confortável do que em 2022, mas ressaltou a necessidade de fortalecer sua própria atuação. “Eu tenho que fazer o meu trabalho. Wagner e Rui enfrentaram representantes do carlismo. Eu estou enfrentando o herdeiro do carlismo”, concluiu.







