O ex-deputado federal Jean Wyllys anunciou seu retorno à vida política após um período de seis anos de afastamento. O baiano, conhecido por sua atuação combativa, aceitou o convite do Partido dos Trabalhadores (PT) para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, desta vez representando o estado de São Paulo nas eleições de outubro.
A decisão de Wyllys, que deixou o país em 2019 após receber ameaças de morte, foi formalizada na última segunda-feira, dia 9, em um encontro importante. Ele se reuniu com Edinho Silva, presidente estadual do PT em São Paulo, e com a filósofa Marcia Tiburi, uma das vozes ativas do movimento "Um outro Congresso é possível".
O Retorno e os Motivos
A saída de Jean Wyllys da política em 2019 marcou o fim de seu terceiro mandato como deputado federal pelo PSOL, representando o Rio de Janeiro. Naquela época, as ameaças à sua vida e integridade o levaram a renunciar ao cargo e a se exilar.
Agora, o retorno vem motivado por um novo contexto e por uma articulação que busca renovar o cenário político. Em entrevista ao Metrópoles, Wyllys explicou que a iniciativa do movimento "Um outro Congresso é possível", que reúne empresários e artistas, foi crucial para sua decisão.
Publicidade"Acredito que eu possa integrar essa retomada da decência humana e da honestidade intelectual e material na política, já que meus dois mandatos foram marcados por esses valores e são a prova de que um outro Congresso é, de fato, possível", disse Jean Wyllys.
Desafios e Apoio
O ex-parlamentar está ciente dos desafios que o aguardam, especialmente considerando os motivos que o levaram a se afastar. Ele expressou a importância do apoio recebido para essa nova fase.
"Retornar a essa arena implica muita coisa, já que tenho família e amigos. Mas o movimento, assim como os presidentes estadual, Kiko Celeguim, e nacional do PT, garantiram-me a retaguarda necessária para este retorno, no qual não estarei só", afirmou.
Wyllys também fez questão de salientar a urgência de sua volta, conectando sua atuação a questões globais e democráticas.
"Tenho plena consciência de que a violência política interrompeu um trabalho ao qual preciso retornar, principalmente quando o mundo democrático se vê ameaçado por uma nova forma de fascismo (a das big techs) e o planeta pelas mudanças climáticas", completou o futuro candidato.
Com essa movimentação, Jean Wyllys busca reacender sua voz no Congresso Nacional, focado em pautas democráticas e na defesa de valores que, segundo ele, são essenciais para a política brasileira.







