O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) autorizou um novo projeto de intervenção arqueológica na Praça Castro Alves, em Salvador, na Bahia. A decisão foi publicada no Diário Oficial e formaliza o projeto intitulado "Aterramento do sítio arqueológico Praça Castro Alves", com prazo de seis meses para conclusão.
Esta autorização marca mais um avanço na complexa e longa requalificação da Praça, que ganhou notoriedade em 2019 após a descoberta de vestígios significativos, possivelmente relacionados à fundação do Teatro São João, que foi consumido por um incêndio em 1923, além de uma fonte histórica.
O projeto ficará sob a coordenação do arqueólogo Railson Cotias da Silva e terá Luiz Antonio Pacheco de Queiroz como coordenador de campo. Em termos técnicos, o "aterramento" representa uma intervenção controlada, que visa proteger os achados arqueológicos durante a continuidade das obras na superfície, como a construção de um anfiteatro e de um palco em homenagem ao cantor Moraes Moreira.
A estratégia consiste em acrescentar camadas de proteção sobre os remanescentes para garantir a preservação dos dados históricos antes de se estabelecer a cobertura. A equipe responsável terá o prazo estipulado para concluir os trabalhos, coletar informações e apresentar relatórios ao IPHAN.
Os resultados exitosos da intervenção são fundamentais para que o projeto de requalificação da Praça possa avançar, tendo enfrentado desafios e atrasos devido à riqueza de seu subsolo histórico.







