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Política

Hugo Motta comanda primeira reunião de líderes e enfrenta pressão por CPI

Presidente da Câmara, Hugo Motta, antecipa volta e convoca líderes para debater prioridades; oposição pressionará pela CPI do Banco Master e anistia.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
27 de janeiro, 2026 · 11:24 3 min de leitura
Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Mesmo com o recesso parlamentar quase no fim, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu acelerar o ritmo. Ele convocou a primeira reunião de líderes do ano para esta quarta-feira (28/1), em Brasília, Distrito Federal, antes mesmo da sessão solene que marca o início oficial do ano legislativo. O objetivo é claro: definir as prioridades da Casa para o primeiro semestre, em um ano que promete ser bem agitado por conta das eleições de outubro.

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Embora alguns líderes tenham sinalizado que não conseguirão comparecer ao encontro na residência oficial da Câmara, a iniciativa de Motta força o retorno antecipado de muitos parlamentares à capital federal. Ele quer mostrar as cartas logo de cara, sinalizando quais temas pretende empurrar com mais força em fevereiro.

Segurança Pública e Acordo Internacional na Pauta

Entre os principais pontos que Hugo Motta quer dar destaque neste mês de fevereiro estão duas pautas importantes relacionadas à segurança pública. Ele deve priorizar a tramitação do Projeto de Lei (PL) Antifacção e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança. A expectativa entre os parlamentares é que a segurança será um dos grandes assuntos das eleições deste ano, e a aprovação dessas matérias seria uma resposta rápida à sociedade.

Outro tema de peso na agenda do presidente da Câmara é a aprovação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Esse é um dos objetivos centrais do governo federal para 2026. Hugo Motta já havia adiantado, em entrevista à Globonews, que trataria do assunto com os líderes e se mostra otimista com a aprovação rápida.

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“Minha intenção é dar prioridade ao seu exame pela Câmara dos Deputados assim que o recebermos do Poder Executivo. Vou tratar desse assunto na próxima reunião de líderes e estou certo de que o espírito na Casa é amplamente favorável à rápida aprovação do acordo, pelos impactos positivos que terá para o Brasil e para todos os demais participantes”, disse Motta.

Medidas Provisórias e Outras Disputas

O ano legislativo começará com uma pilha de trabalho. Logo na primeira semana, a partir da próxima segunda-feira (2), a Câmara deve debater a Medida Provisória (MP) do Gás, que tem validade até 11 de fevereiro. Essa MP, publicada em 4 de setembro, mudou as regras para a oferta de gás de cozinha a famílias de baixa renda e já foi aprovada em comissão mista, esperando agora a votação na Câmara.

Além da MP do Gás, outras 24 medidas provisórias aguardam votação. A maioria está em tramitação em comissões mistas, formadas por senadores e deputados federais. Todos esses textos precisam passar primeiro pelo Plenário da Câmara e, depois, pelo Plenário do Senado.

Oposição Quer CPI do Banco Master e Anistia para o 8 de Janeiro

A reunião de líderes não será apenas para Motta apresentar suas prioridades. Os líderes partidários também levarão suas próprias agendas e cobranças. A expectativa é que a oposição chegue com força, prometendo pressionar o presidente da Câmara em pontos específicos.

Entre as principais demandas da oposição está a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as supostas fraudes no Banco Master. Parlamentares prometem fazer pressão intensa sobre Motta para que a comissão seja criada.

Outra bandeira que a oposição deve levantar novamente é a retomada de um projeto de anistia total para os presos e condenados pelos atos de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe. Mesmo com a aprovação de um projeto que já reduziu as penas desses crimes, os líderes de oposição tentarão emplacar propostas que perdoem por completo os envolvidos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Já a liderança do governo e o PT devem apresentar suas apostas para as eleições, incluindo a proposta para acabar com a escala de trabalho 6x1.

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