O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que pretende deixar o comando da pasta já em janeiro. A ideia é garantir que seu sucessor assuma o cargo no início do ano e tenha tempo suficiente para tocar toda a agenda econômica, especialmente as discussões sobre o orçamento e as questões fiscais que são tão importantes para o país.
Haddad revelou que ainda precisa conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir a data exata de sua saída. No entanto, o nome de Dario Durigan, atual secretário-executivo, surge forte como possível substituto.
Durigan é o nome forte para a sucessão na Fazenda
Durante uma conversa com a jornalista Miriam Leitão, o ministro foi questionado sobre quem poderia assumir seu lugar. Haddad fez questão de ressaltar que sempre valorizou muito sua equipe, que ele considera muito qualificada, e deixou claro sua torcida para que Dario Durigan seja o escolhido para a sucessão na Fazenda. Essa indicação mostra a confiança de Haddad no trabalho e na capacidade de Durigan.
Ao comentar os grandes desafios fiscais que o próximo ministro vai enfrentar, especialmente em um ano de eleições, Haddad explicou que haverá uma pressão ainda maior sobre as contas públicas. Mesmo assim, ele destacou que Durigan tem uma excelente relação tanto na Esplanada dos Ministérios quanto no Palácio do Planalto. Essa característica é vista como um diferencial enorme, que fortalece ainda mais o nome dele para o cargo de ministro.
Veto em emendas e cenário fiscal
Haddad também aproveitou para minimizar a possibilidade de qualquer atrito entre o governo e o Congresso por causa do veto aos R$ 11 bilhões em emendas parlamentares. Ele acredita que os parlamentares vão entender a decisão, já que o próprio Congresso aprovou uma lei complementar que estabelece limites para o crescimento dessas emendas.
"Se forem R$ 61 bilhões, como incluído no Orçamento, isso descumpre a regra", explicou o ministro, reforçando a necessidade de seguir as normas fiscais.
O valor exato do limite para as emendas está sendo calculado pelo Ministério do Planejamento, sob a coordenação da ministra Simone Tebet, para garantir que tudo esteja dentro da lei e das regras estabelecidas.
Para finalizar, Fernando Haddad respondeu às críticas de que a política fiscal do seu governo teria sido um ponto fraco. Ele lembrou que assumiu a Fazenda em um cenário de grande desequilíbrio nas contas públicas. Com orgulho, o ministro afirmou que sua administração conseguiu reduzir o déficit público em cerca de 70%, citando dados que comprovam essa melhora significativa na economia do país.







