O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não poupou palavras nesta quinta-feira (29) ao comentar sobre o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que teve sua liquidação decretada. Haddad foi enfático ao afirmar que Vorcaro enganou uma série de investidores que, de boa-fé, acreditaram em um grande empresário e banqueiro em ascensão.
Durante uma entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, o chefe da equipe econômica do governo explicou que muitas pessoas foram envolvidas de forma honesta, sem imaginar a má-fé por trás das operações. Segundo o ministro, elas viam em Vorcaro uma figura de sucesso e um banqueiro emergente.
“Tem muita gente que foi envolvida de boa-fé. Imaginava que ali tratava-se de um grande empresário, um banqueiro emergente. O cara levou muita gente no bico. Quem agiu de má-fé tem de responder”, disse Fernando Haddad.
Haddad também aproveitou a ocasião para elogiar a postura do Banco Central (BC). O ministro descreveu a iniciativa do BC de abrir um procedimento para investigar possíveis irregularidades nas ações do Banco Master como um bom exemplo a ser seguido. Para ele, essa atitude mostra o compromisso das instituições em fiscalizar e corrigir desvios.
Defesa do STF e de Fachin
Em um cenário de questionamentos sobre a credibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente após o envolvimento de ministros com pessoas ligadas ao Banco Master, Haddad fez questão de defender a instituição e, em particular, seu atual presidente, Edson Fachin. O ministro da Fazenda ressaltou a importância do autossaneamento das instituições e expressou sua confiança na liderança de Fachin.
“Nós não podemos temer o autossaneamento de uma instituição, em nenhuma hipótese. Eu acredito que a instituição está nas mãos de uma pessoa correta, que é o Fachin”, afirmou Haddad, reforçando que a capacidade de uma instituição de corrigir seus próprios erros é fundamental para manter a confiança pública e sua integridade.
A fala de Haddad sublinha a necessidade de transparência e responsabilidade no mercado financeiro, ao mesmo tempo em que destaca a importância da vigilância institucional para garantir a lisura das operações e a punição de quem age de forma desonesta.







