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Política

Google Recorre E Diz Que Pessoas Usam Buscador Porque Querem, Não Por Obrigação

Google recorre de decisão nos EUA que o rotulou como monopólio, argumentando que usuários escolhem seus serviços voluntariamente e pede suspensão de medidas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
17 de janeiro, 2026 · 14:44 2 min de leitura
(Imagem: Mijansk786/Shutterstock)
(Imagem: Mijansk786/Shutterstock)

O Google protocolou nesta sexta-feira (16) um recurso importante contra uma decisão da Justiça dos Estados Unidos que o classificou como um monopólio ilegal. A gigante da tecnologia defende que seus usuários escolhem usar o buscador e seus serviços por vontade própria, e não porque são obrigados. A empresa pediu ao Tribunal a suspensão de algumas medidas enquanto o recurso é analisado.

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Essa batalha legal começou em setembro de 2023. Em 2024, o juiz Amit Mehta concluiu que o Google realmente dominava de forma ilegal o mercado de buscas na internet e a publicidade ligada a elas. A decisão gerou grande repercussão e levantou um debate global sobre o poder das grandes empresas de tecnologia.

Entenda o Que Aconteceu

No ano de 2025, o mesmo juiz Amit Mehta rejeitou algumas das consequências mais duras que poderiam ser impostas ao Google, como a venda forçada do navegador Chrome. No entanto, ele determinou que a empresa deveria compartilhar dados brutos de interações de busca. Esses dados são cruciais para treinar sistemas de classificação e de inteligência artificial, mas os algoritmos em si continuam sob sigilo do Google.

A decisão fez com que o Google, por meio de um comunicado assinado por Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de Assuntos Regulatórios, viesse a público expressar seu desacordo. A empresa argumenta que a Justiça não levou em conta que as pessoas escolhem o Google livremente. Além disso, o comunicado destaca o ritmo acelerado de inovação e a forte concorrência que enfrentam, tanto de empresas já estabelecidas quanto de startups com muito investimento.

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“A decisão da Corte de agosto de 2024 ignorou a realidade de que as pessoas usam o Google porque querem, não porque são obrigadas”, afirmou a empresa no comunicado. “A decisão não levou em conta o ritmo acelerado da inovação e a intensa concorrência que enfrentamos de empresas consolidadas e startups bem financiadas.”

O Google citou ainda depoimentos de fabricantes de navegadores, como a Apple e a Mozilla, que afirmaram escolher destacar o Google em seus produtos justamente porque ele oferece a melhor experiência de busca para seus consumidores. Ou seja, para o Google, a qualidade do serviço é o que realmente atrai e mantém os usuários, não uma posição de monopólio.

Preocupações Com a Privacidade e Inovação

No recurso, o Google também pediu para suspender a implementação de medidas que o obrigariam a compartilhar dados de busca e a oferecer serviços de distribuição para seus concorrentes. A empresa alega que essas exigências poderiam colocar em risco a privacidade dos cidadãos americanos e desencorajariam outras empresas a desenvolverem seus próprios produtos. Segundo o Google, isso acabaria por frear a inovação que mantém os Estados Unidos na liderança global da tecnologia.

O executivo finalizou o comunicado dizendo que a empresa está ansiosa para apresentar seus argumentos em juízo ainda este ano, reforçando a expectativa por uma nova etapa neste embate jurídico que redefine o futuro das buscas na internet.

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