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Política

Gleisi rebate revista que questionou idade de Lula para reeleição

Em postagem, Gleisi Hoffmann critica editorial da The Economist que sugeriu que presidente Lula não deveria concorrer à reeleição por idade. Veja a resposta.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
01 de janeiro, 2026 · 15:10 3 min de leitura
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A presidente nacional do PT e ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais no último dia do ano, quarta-feira (31), para rebater um editorial polêmico da revista britânica The Economist. A publicação internacional sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria concorrer à reeleição, apontando a idade avançada como principal motivo.

The Economist e as preocupações com a idade

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No seu editorial, a The Economist fez uma comparação direta entre Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. A revista lembrou que Biden, mesmo tendo manifestado a intenção de concorrer contra Donald Trump em 2024, acabou desistindo da reeleição após demonstrar sinais do avanço da idade. Para a publicação, mesmo com todo o talento político de Lula, é “arriscar demais” para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos, argumentando que “carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”.

A revista também mencionou problemas de saúde recentes enfrentados por Lula, como uma cirurgia cerebral realizada em dezembro de 2024, após uma queda em casa. Além das questões de saúde, a The Economist criticou as políticas econômicas do governo Lula, descrevendo-as como “medíocres”. Segundo a revista, essas políticas focam principalmente em transferências para os mais pobres e em medidas de aumento de arrecadação que se tornam “cada vez menos amigáveis aos negócios”, apesar de reconhecer uma reforma para simplificar impostos que agradou aos empregadores.

A resposta de Gleisi: 'Mandamentos do mercado' versus povo

Em sua postagem, Gleisi Hoffmann não poupou críticas à The Economist. Ela afirmou que a revista, que representa o “sistema financeiro global” e aqueles que “fazem fortunas sem produzir nada”, preferiria ver o Brasil novamente submetido aos “mandamentos do mercado”. Segundo a ministra, isso significaria abandonar as políticas públicas voltadas para a população, o crescimento do emprego, o aumento dos salários e da renda das famílias.

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“A revista do sistema financeiro global, dos que fazem fortunas sem produzir nada, prefere que o Brasil volte a ser submetido aos mandamentos do mercado, abandonando as políticas públicas voltadas para o povo, o crescimento do emprego, dos salários e da renda das famílias”, disse Gleisi.

A ministra descreveu o presidente Lula como “um líder cheio de vitalidade e saúde” e argumentou que o real temor da The Economist seria a “continuação de um governo que retomou o crescimento do Brasil e não tem medo de enfrentar a injustiça tributária e social”.

Preferência por Tarcísio: Interesses do mercado

Gleisi Hoffmann também tocou na questão de uma suposta preferência do mercado, tanto brasileiro quanto internacional, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB). Para a ministra, essa preferência não seria para o “bem do Brasil”, mas sim para atender aos interesses do próprio mercado, que, em sua visão, não se alinham com os do país nem com os da população brasileira.

“Não é para o ‘bem do Brasil’ que preferem Tarcísio; é por seus interesses, que não são os do país nem do povo brasileiro”, concluiu a ministra.

O editorial da The Economist sugeriu que Lula “poliria seu legado” ao desistir da corrida pelo Palácio do Planalto no próximo ano, abrindo caminho para uma “disputa adequada em busca de um novo campeão da centro-esquerda”. A fala de Gleisi, no entanto, reforça a defesa da continuidade da gestão atual e a vitalidade política do presidente.

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