Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Força de Flávio Bolsonaro em pesquisas vira dor de cabeça para ACM Neto na Bahia

Com o filho do ex-presidente se consolidando na direita, o ex-prefeito de Salvador pode ser forçado a uma aliança impopular no estado para 2026.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
09 de março, 2026 · 10:32 1 min de leitura

A subida do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas para presidente virou um problemão para os planos de ACM Neto (União) na Bahia. Enquanto uma parte da direita comemora, por aqui o cenário preocupa, e muito, o grupo do ex-prefeito de Salvador.

Publicidade

O motivo é claro: na Bahia, o nome Bolsonaro ainda tem uma rejeição muito alta. Associar a imagem a Flávio pode ser um tiro no pé para quem quer disputar o governo de um estado com forte tradição de votos no PT e em Lula. É um peso que pode afundar qualquer campanha.

Essa não é uma preocupação nova. Em 2022, ACM Neto tentou se equilibrar, sem apoiar abertamente nem Lula nem Bolsonaro, e acabou perdendo a eleição. Seus adversários não perderam tempo e o carimbaram como bolsonarista, mesmo ele tentando manter distância.

A esperança de uma ala da direita, incluindo aliados de Neto, era que surgisse outro nome, como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Mas o próprio Jair Bolsonaro parece ter batido o martelo, lançando o filho mais velho como seu sucessor político, o que muda todo o jogo.

Publicidade

Com Flávio se mostrando forte, a oposição baiana agora corre para encontrar uma alternativa que não seja ligada à família Bolsonaro. Nomes como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, são cogitados, mas ainda não mostraram ter força para unificar o campo.

Se nenhuma outra candidatura de direita decolar, ACM Neto ficará numa sinuca de bico. O PL certamente vai pressionar por uma aliança com Flávio na Bahia. Aceitar significa enfrentar a rejeição do eleitorado local; recusar significa brigar com uma força política nacional.

Leia também